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Literatura // “Temos que criar uma rota de judeus” Por: Aida Sofia Lima / Secção: Cultura / 03-09-2008 · 50 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Aida Sofia Lima
Associação cultural apresenta obras literárias sobre Carção e as suas gentes

Criar uma rota turística a partir da história dos judeus em Trás-os-Montes foi a proposta que António Júlio Andrade adiantou no lançamento dos livros “Carção- A Capital do Marranismo”, de quem é autor em parceria com Maria Guimarães, e “Carção- Um Pedacinho do Reino Maravilhoso”, de Sofia Jerónimo, evento decorrido no passado dia 29 de Agosto, aquando das festas de Nossa Senhora das Graças de Carção, e organizado pela Associação Cultural dos Almocreves de Carção. Segundo António Andrade, “não é por acaso que na década de 80 apenas duas terras do interior de Portugal aumentaram a população, ou seja, Belmonte e Castelo de Vide. Aconteceu porque investiram no turismo e um turismo de judeu. Foram as únicas duas terras que deram importância às chamadas rotas dos judeus, criando museus e atraindo turistas”. “Nós, transmontanos, temos uma herança cem vezes superior à de Castelo de Vide ou Belmonte, que tem apenas meia dúzia de processos, e nunca fomos capazes de tirar partido disso”, criticou. Para o estudioso, seria importante a criação de uma rota de judeus, uma vez que existe uma herança judaica e marrana muito elevada, quer em Carção, Bragança, Chacim, Vila Flor, Mogadouro e outras terras do distrito. “Esperemos que o lançamento deste primeiro livro, que conta a história de judeus baptizados obrigados a seguir o cristianismo, o que os colocava numa situação difícil a que chamamos marranismo, e o movimento que se está a gerar seja um primeiro passo”, concluiu. António Andrade e Maria Guimarães estão já a realizar um outro estudo, este sobre Miranda do Douro, que revela vivências distintas das de Carção, como explicou a autora: “estamos agora a fazer outro trabalho sobre Miranda do Douro. Enquanto em Miranda do Douro os cristãos novos judaizavam no coração e aos Sábados não vestiam camisa lavada, pois sabiam que se o fizessem seriam alvo e apontados como judaizantes e seriam presos; guardavam os jejuns, rituais e vestiam camisa lavada no coração; em Carção era diferente, era tudo às claras. Eram uns provocadores”.

Vivências de antigamente

“Carção- Um Pedacinho do Reino Maravilhoso” é o título do livro de Sofia Jerónimo, em cujas páginas se imprime a história de Carção desde os anos 60. Através da poesia, a escritora revela um conjunto de vivências que ajudam a ilustrar modos de vida de antigamente. “O meu livro é um pequeno historial da vida dos carçonenses a partir dos anos 60, 70. A vida era muito diferente, simples, dura, muito trabalhosa, com classes separadas, mentalidades distintas...o que eu registo são vivências dessa altura que aos poucos e poucos, com a emigração, migração, novos ventos da sociedade...têm desaparecido”, explicou. Este primeiro volume de Sofia Jerónimo, que já tem o próximo concluído, pretende deixar nas gerações mais novas o conhecimento de como tudo acontecia no passado, para que valores, tradições, costumes não se percam.

Poesia da heterogeneidade

“O livro é sobre coisas pessoais, os meus diários, as minhas opiniões, coisas que me interessam, coisas que me intrigam”, revelou Sara Afonso, autora do livro “Enquanto o tempo quiser”, também apresentado em Carção no decorrer das festas de Nossa Senhora das Graças. Trata-se de uma colectânea com cerca de 60 poemas onde a escritora reflecte sobre a sociedade, sentimentos, actualidade e outros temas, uma diversidade de conteúdos que se pode relacionar com o próprio título da obra.

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50 Comentários Feed

F. Costa Andrade · escreveu em 03-09-2008 às 17:49:49
Estão de parabéns os autores desta reportagem contudo contudo, pelomuito que se passou depois da apresentação dos três livros, parece-me que a reportagem poderia ter ido um pouco mais além.

Na verdade, no período de perguntas e respostas que se seguiu, foram feitas afirmações muito importantes e prestados esclarecimentos muito oportunos.

Para não ser demasiado longo, posso dizer que, pegando na sugestão dum dos ilustres assistentes à apresentação dos livros, foi lançada a ideia de erigir em Carção um monumento/memorial às vítimas da Inquisição naturais de Carção, o qual poderia transformar-se num dos pontos fulcrais da rota do Judaismo, factor vital para, através do turismo de cariz religioso, cultural ou confessional, dinamizar estas terras, evitando assim a sua cada vez maior desertificação.

A aceitação unânime e entusiasta desta ideia, foi um dos momentos mais altos da tarde.

Depois da informação prestada pela mesas de que, inclusivamente, já tinha sido feita uma abordagem a uma das mais reputadas escultoras da actualidade ( Drª. Margarida Santos) que se dispusera a colaborar, foram exploradas diversas pistas tendentes a tornar exequivel tal desiderato e, facto importantíssimo, tanto o Presidente da Junta de Freguesia como o representante da C. Municipal presente, se envolveram no projecto.
Na simplicidade da quadra que a seguir se transcreve, foi feita como que a súmula deste momento alto da história de Carção:

"Entre Sabor e Maçãs,
Santulhão e Argoselo,
Não lhe chamem só CARÇÂO
Mas coração do Concelho".

F. Costa Andrade



manuel barroso · escreveu em 05-09-2008 às 10:26:41
Os "carções/peliqueiros" povoam as memórias de muita gente.
Também passavam pelo termo de Vinhais, onde mercadejavam e faziam pasmar a garotada com a exuberância de gestos e tão esquisito modo de falar.
Apesar de regatões, eram gente respeitada.
Traziam novas de outras terras. Transportando os dinheiros para o negócio, traziam também com eles o risco permanente da própria vida.
Num sitio ermo, entre Travanca e Moimenta, tombou um deles traiçoeiramente abatido pelos "pássaros" a quem tinha pago as despesas, na taverna de Travanca. Aqui fica a referência.

Rafael Moniz · escreveu em 05-09-2008 às 15:10:42
Fiquei muito contente que finalmente se tenha dado algum destaque à povoação de Carção e sua cultura.
O nome ou titulo que querem reclamar "a Capital do Marranismo" acho que é inteiramente merecido. Toda a vida convivi com os judeus de Carção,gente extremamente culta e audaz.
Um grande abraço para todos os marranos de Carção.
F. Costa Andrade · escreveu em 09-09-2008 às 00:14:52


Um esclarecimento

Um agradecimento

Uma sugestão

É estremamente gratificante ler comentários como os que foram aqui deixados pelos Sr.s Manuel Barroso e Rafael Moniz, testemunhos inquestionáveis de que não foi em vão a gesta heróica das gentes de Carção.
Os carçonenses, salvo alguma exepção, dedicaram-se mais à venda de azeite e outros artigos de utilização diária das gentes de Trás-os-Montes pois que o negócio das peles foi sempre explorado, quase exclusivamente, pelos vizinhos de Argoselo, onde a indústia de cortumes teve maior expressão e resistiu mais tempo.
Como carçonense e estudioso das coisas da minha região, agradeço a oportunidade e simpatia dos vossos testemunhos e sugiro que visitem o blog de Carção onde encontrarão sempre muita e boa informação sobre esta grande aldeia transmontana.
SARA ANA MACEDO AFONSO. "ENQUANTO O TEMPO QUISER" · escreveu em 09-09-2008 às 01:27:14
boa noite.
em primeiro lugar quero agradecer o facto de referirem o titulo da minha obra na vossa reportagem.
muito obrigada pela pequena divulgação.
em seguida tambem agradecer aos organizadores deste evento,pois não era previsto a minha presença, e eles tudo fizeram para a divulgação e publicidade da minha humilde obra literária.
e claro aproveitar este momento para tambem agradecer a corpos editora por confiarem e me realizarem um sonho.
e peço desculpa,mas não podia acabar este comentário sem agradecer e felicitar a minha familia pelo seu apoio.amo-vos do fundo do coração.

muito obrigada.
os melhores cumprimentos....

e VIVA CARÇÃO....
F. Costa Andrade · escreveu em 09-09-2008 às 23:44:03


Olá Sara !

Gostei, mas gostei mesmo, do teu comentário.

Com toda a sinceridade, deixa que te diga que não tens nada que agradecer a quem motivou a oportunidade de apresentar o teu livro no passado dia 29.

O que aconteceu aconteceu por mérito teu e apenas se conseguiu reparar de alguma forma uma falha de que ninguém teve culpa.

Quanto a mim, a única maneira de agradecer é continuar porque, parafraseando uma afirmação muito conhecida, todos seremos poucos para engrandecer a nossa terra, agora que, (os nossos vizinhos que nos perdoem a imodéstia), CARÇÃO é mesmo o coração do Concelho.

Força Sara e para a frente é que é o caminho.
Tomás L. Rodrigues · escreveu em 13-09-2008 às 02:41:46
Tive muita pena não ter assistido a este evento cultural.
Espero que o livro "Carção, a capital do marranismo" seja o embalo para a criação da Rota Judaica.
Bem que Carção merece esse titulo .
Ainda assisti alguns cultos realizados pela minha avó, em conjunto com outras pessoas, em Carção. Lembro-me perfeitamente de acender a lamparina, citar algumas rezas a Adonai e dos jejuns. Mais tarde, com sua morte, o espírito marrano na nossa família desmoronou-se.
Ao ler o livro e revista Almocreve, chorei tal foi a emoção, pois fez-me recordar, talvez, uma das últimas gerações de marranos em Carção.
A Almocreve está de parabéns pelo excelente trabalho que tem vindo a realizar. Só espero que continuem com a mesma motivação, empenho e carinho por Carção.
Concordo plenamente com a frase do Sr. Costa Andrade "Carção é mesmo o coração do concelho", aproveitando também para felicitá-lo, pelo excelente artigo escrito para a revista.
Um forte abraço para Carção,

Viva a Capital do Marranismo!
F. Costa andrade · escreveu em 13-09-2008 às 22:56:18

Amigo conterrâneo, Sr. Tomás L. Rodrigues:

Sobremaneira atento a tudo o que se vai escrevendo sobre a "nossa" Carção, registo com agrado a extrema simpatia do comentário à minha modesta colaboração no último número da ALMOCREVE, o que me leva a afirmar, mais uma vez, que o único motivo que me levou a alinhavar aquelas modestas considerações foi única e exclusivamente despertar os imensos talentos adormecidos dos muitos carçonenses que, na sua diáspora pelos quatro cantos do mundo, dão cartas sobre tudo e sobre todos.
A Revista Almocreve tem desenvolvido uma actividade fantástica nesse sentido .
Contudo, pela afirmação e divulgação atingidas, julgo que tem todas as condições para dar o salto em frente, tornando-se uma revista de referência no âmbito das publicações de carirz regionalista.
O seu director, o nosso muito querido amigo Paulo Lopes, que ja demonstrou que é o homem certo para continuar ao leme, não pode continuar a fazer tudo quase sòzinho.
Está na hora de TODOS os Carçonenses (ou Carçoneiros!) darem a sua achega e verão que, desta maneira, ninguém mais nos vai segurar.
Lamento consigo que não tivesse participado na sessão do dia 30/08.
Realmente foi uma festa simples mas com muito nível, dignidade e calor humano.
Se tudo correr como esperamos, é bem capaz de para o ano haver mais.
Assim os carçoneiros o queiram !

Por Carçã, tudo será sempre muito pouco!
B.R. · escreveu em 15-09-2008 às 17:12:50
Viva a "Capital do Marranismo".
F. Andrade · escreveu em 19-09-2008 às 23:55:03
19/09/08

Sr. B.R

Presumo que seja também um dos nossos, pelo que, para si, esperando que se envolva activamente neste grande projecto que nos motiva, também o nosso repto:

Por Carção, tudo será sempre muito pouco.

Para que esta grande reportagem do Mensageiro Notívias entre rapidamente na galeria das "mais lidas", esperamos o seu empenhamento para passar a palavra aos seus amigos.

Até mais notícias suas

Com muita amizade
Paulo Lopes · escreveu em 20-09-2008 às 03:41:14
Boa noite,

Concordo inteiramente com muitas afirmações do amigo F. Costa Andrade.
Aproveito também a oportunidade para lhe agradecer o excelente evento organizado e liderado que proporcionou a toda a assistência, no meu ponto de vista, um dos eventos culturais mais interessantes que Carção já efectuou.
Julgo que esta reportagem poderia ter ido mais além, pois houve, entre outros, três momentos importantíssimos não salientados:
- A homenagem às 18 pessoas relaxadas nos Autos-de-Fé em Coimbra e Lisboa.
- O interessante e produtivo debate de algumas ideias para se criar uma Rota Judaica não só em Carção, mas também em toda a região.
- A vontade da assistência/população erguer um memorial (Menorá) às vítimas da Intolerância religiosa na altura da Inquisição (250 pessoas), sobretudo às 18 pessoas que foram queimadas nos Autos-de-Fé por seguirem e defenderem os seus ideais/convicções religiosas.
Outro facto importante não salientado no artigo foi verificar um salão totalmente lotado de pessoas, algumas vindas de localidades distantes propositadamente para assistir ao evento, tais como Lisboa, Alfândega da Fé, Belmonte, Bragança e povoações vizinhas.
Espero que se trace com alguma brevidade a “Rota Judaica” na região assim como a iniciação e aproveitamento de algumas ideias para o desenvolvimento cultural e turístico da povoação.
Fiquei também extremamente deliciado com as palavras do Sr. Tomás Rodrigues ao referir que ainda se lembra dos cultos judaicos praticados na povoação e das memórias do Sr. Manuel Barroso sobre os almocreves/peliqueiros por terras de Vinhais. Se possível gostaria de contactá-los. O meu e-mail é o seguinte: paulolopes78@hotmail.com

Um grande Abraço para a CAPITAL do MARRANISMO.
Duarte Afonso · escreveu em 23-09-2008 às 12:29:03
Shallon amigos!

Era muito importante a criação da Rota Judaica para a região, com principal objectivo - o turismo.
Carção é sem dúvida elemento chave para a criação da mesma, pois tem todas as condições essênciais:
- património arquitectónico
- simbolos judaicos
- uma história fantástica acerca das vivências maranas

Abraço,
Viva a capital do Marranismo
Duarte Afonso · escreveu em 25-09-2008 às 15:07:12
Está a aproximar-se o novo ano judaico.

Desejo à capital do marranismo um feliz SHANA TOVAH
Norberto Tomé Valente · escreveu em 01-10-2008 às 01:09:31
Olá Caro amigo Franciscisco da Costa Andrade, com todas as letras do teu bom nome. Boa noite e boa saúde. Cá pelo "açafate de flores a boiar no Atlântico" tudo bem.
Até que enfim, resolveste sair do balneário e entrar em campo e ao que parece para marcar muitos golos.
Assim seja, mas tem cuidado, que as Antas ficam perto e o Nuno pode contratar-te.
Reportando-me aos comentários supra, como verdadeiro apaixonado pela diáspora judaica, desde Adão e Eva até aos nossos dias e, incluíndo a consulta a quase todos os processos dos CRISTÃOS-NOVOS e de alguns lavradores e pastores de Carção, dado que a Santa Inquisição foi totalmente transversal,como podemos verificar nos citados processos existentes na Direcção-Geral de Arquivos, Arquivo Nacional Torre do Tombo, queria em primeiro lugar pedir e propor a todos os CARÇONENSES, a eliminação da palavra "marrano" em relação aos Cristãos-Novos que ajudaram a colocar Carção no mapa. A razão que me conduz a este pedido, encontram-na em qualquer dicionário.
Se a resposta que encontrarem em qualquer dicionário não vos convencer, então leiam os versos seguintes, que constam da Miscelãnea publicada no final da Crónica de El-Rei D. João II, Lisboa-1752, fl.111 e aludem ao sofrimento dos Cristãos-novos a quando da sua expulsão de Espanha:
"Vimos a destruição

Dos judeus tristes, errados,
Que de Castela lançados
Fora, com gram maldição
Ao reino de Fez passados,
De mouros foram roubados,
Deshonrados, abiltados;
Que filhos, filhas, e mães
Lhe encestavam aqueles cães,
Moços e moças forçados".

Quanto à minha opinião sobre este assunto, aconselho calma, de vagar se vai ao longe. Estou convicto, que devemos olhar e tentar desenvolver Carção em toda a sua abrangência e a melhor maneira de o fazer, seria em primeiro lugar, pensar na construção de um Museu comum, onde coubesse lado a alodo, todo o acervo que se pudesse reunir,
quer sobre a presença judaica, quer alusivo às populações ancestrais, bem como uma pequena biblioteca. O MENORAH bem podia ser uma peça desse museu. Tenho processos inteiros de alguns Cristãos-novos de Carção, que adquiri por digitalização na DGA-ANTT. Fica desde já prometido um exemplar para essa biblioteca.
Sabemos que Carção, tal como toda aquela região, datam da Pré-história e os Cristãos-novos, foram forçados ali aparecer somente a partir de 1492.
Por outro lado, também é necessário criar outras infraestruturas de apoio, que Carção ainda não tem.
Saudo todos os carçonenses espalhados pelos quatro quadrantes do mundo e para ti Francisco, obrigado por me convidares para dar a minha opinião neste assunto, pena não voltarmos ao quadriénio escolar de 1950-1954, já fazemos parte das folhas outonais que começam a se desprender das árvores sem seiva. Um abraço.

Norberto Tomé Valente · escreveu em 01-10-2008 às 19:32:09
Boa tarde a todos os carçonenses. Em aditamento ao meu comentário supra, quero pedir "perdão" por ter repetido a sílaba "cis" no bom nome do meu também bom amigo desde a nossa infância, Francisco da Costa Andrade e também por ter escrito "alodo" em vez de 'lado'. àquela hora era mesmo hora de dormitar.
Hoje, enquanto saboreava o almoço, veio novamente à colação da minha memória, o tema em apreço e o respectivo MUSEU, pelo que quería deixar mais umas sugestões:
Porque não aproveitar para instalar o mini museu, num ou dois salões (antigas salas de aulas) do nosso vetusto Edifício Escolar, que se calhar está sem qualquer utilidade?
Porque não criar desde já uma comissão de CARÇONENSES DE BOA VONTADE, para estudar e levar a efeito este e outros problemas sobre Carção?
É necessário muito dinheiro, dirão alguns. Têm razão, mas agora ainda vamos a tempo de receber algum da Comissão Europeia para o efeito, mas a partir de 2011, parece ser mesmo impossível. Mexam-se.
Ainda sobre ideias, peço a todos os carçonenses que releiam o 2º. parágrafo da coluna direita da Pág. 50 da Edição de Almocreve, que presumo ser de 2005. Pegando nessa minha própria sugestão, meti, sozinho, mãos à obra. Propus oficialmente ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Carção, que fosse construido um paredão granítico, sobre o qual se fixaria uma plapa inoxil com a gravação dos nomes dos combatentes carçonenses na I. Grande Guerra Mundial e dos três combatentes, que com o derramamento do seu sague ajudaram a escrever a história imortal de CARÇÃO.
Simultaneamente, iniciei diligências no Arquivo Geral do Exército, no Arquivo Histórico Militar e no Arquivo Distrital de Bragança, no sentido de obter os respectivos processos. A tarefa não foi fácil, demorou três anos. Finalmente falta-me apenas o 'NM' de um, para apresentar a lista definitiva Ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Carção e ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vimioso, que receberam a proposta de braços abertos e já é bem visivel o trabalho feito em Carção para esse efeito.
Estou certo de que em 2009, com a honrosa ajuda das entidades atrás referidas, Carção prestará merecida homenagem a estes seus nove filhos, autênticos heróis, que ajudaram a escrever a história imortal de CARÇÃO.
Saudações a todos os carçonences, vão puxando pela imaginação de modo a fazermos elos de ligação e força conjunta para atingirmos o objectivo comum: Elevar e divulgar cada vez mais o bom nome de CARÇÃO. Obrigado a todos.
Nuno Melo · escreveu em 24-10-2008 às 23:27:01
Boa noite
Não concordo com a proposta do Sr. Norberto Tomé Valente ao referir que se deveria retirar o título “Marrano” a Carção ou habitantes de Carção por outrora ser um nome depreciativo e se julgar que derivava de “porco” em castelhano, na verdade, ela é obtida pela contracção das palavras hebraicas márre (מר — amargo/amargurado) e anúze (אונס — forçado / violado) – refere-se também aos seus descendentes, muitos dos quais optam agora pelo processo de conversão para “regressar” à sua tradição ancestral.
Em hebraico, os marranos são conhecidos simplesmente como “anussim” (אנוסים). Para diferenciar a palavra da sua homófona depreciativa, e evitar assim qualquer tipo de comparações, o capitão Barros Basto insistia que ela deveria ser escrita com apenas um “r”.
Como refere o Sr. Tomás, bem que Carção merece o título de “Capital”, a sua história, do pouco que conheço, é única em toda a região de Bragança.



Zog Maran (Diz-me Marrano)

Diz-me Marrano, meu irmão,
onde pões a mesa para o Seder?
— Numa caverna escura e funda,
a minha Páscoa irei fazer.

Diz-me Marrano, onde vais
buscar os brancos matzos?
— Na caverna, com a ajuda de Deus,
a minha mulher os lá amassa.

Diz-me Marrano, como consegues
encontrar uma Hagadá?
Na caverna, entre as fendas,
há muito que escondi os livros lá.

Diz-me Marrano, como te
defenderás quando te ouvirem cantar?
— Se me vierem prender, com uma
canção nos lábios irei morrer.

Manuel Barreiro · escreveu em 11-11-2008 às 22:25:43
Caros Amigos,



Adorei os V. comentários.



Se houver alguém que partilhe o gosto pela poesia ladino/judaica que me contacte.


Um abraço


Manuel Barreiro
F. Costa Andrade · escreveu em 22-11-2008 às 23:56:17
200/11/21

Estratégicamente retirei-me da série de comentários que, valha a modéstia, em boa hora julgo ter iniciado.

Da leitura atenta de todos os que foram produzidos até esta data, ressaltam alguns aspectos que me parece oportuno destacar:
1 - O GRANDE CONTRIBUTO DESTA SECÇÃO DO "MENSAGEIRO" PARA O DEBATE DE IDEIAS E ABORDAGEM DE ASSUNTOS DE REAL INTERESSE PRA O NORDESTE TRANSMONTANO;
2 - MAIS DO QUE COMO "CORAÇÃO DO CONCELHO" A AFIRMAÇÃO DE CARÇÃO COMO UMA REALIDADE ÚNICA A TODOS OS NÍVEIS, REVELADORA DA SUA INCONTORNÁVEL DIMENSSÃO UNIVERSALISTA ;
3 - MAIS DO QUE UMA META, TUDO O QUE ACONTECEU EM CARÇÃO DESDE O MEMORÁVEL DIA 29 DE AGOSTO/2008, TEM DE SER TOMADO COMO UM SINAL CLARO DE PARTIDA PARA O MUITO E MUITO QUE PODE E DEVE SER FEITO NUM FUTURO QUE TERÁ DE COMEÇAR ONTEM
4- SÓ COM A COLABORAÇÃO, COM O ENVOLVIMENTO E DISPONIBILIDADE DE TODOS OS CARÇONENSES, PODERÁ SER FEITO O TRABALHO CICLÓPICO EM QUE NOS METEMOS;
5 - MEUS AMIGOS, O MONUMENTO É PARA SER ERIGIDO E A ROTA DO JUDAISMO PODE MUITO BEM SER O GRANDE CAMINHO PARA O PROGRESSO E ENGRANDECIMENTO DA NOSSA TERRRA.

Quer concordes, quer discordes, és igualmente importante .

Porque precisamos de ti

CONTAMOS CONTIGO
DÁ SINAL DE VIDA
JUNTA-TE A NÓS
F. Costa Andrade · escreveu em 15-12-2008 às 15:16:44


ALERTA À NAVEGAÇÃO


Com o ano de 2008 a caminhar velozmente para o seu final, é muito importante que todos aqueles que , no passado dia 29 de agosto, se envolveram nos dois projectos estruturantes para CARÇÂO:

1 - Promover a construção do Monumento-Memorial de homenagem a todas as vítimas da Inquisição;

2 - Desenvolver as actividades tendentes à criação da "Rota do Judaísmo", incluindo nela. obviamente Carção com lugar destacado,

comecem a trabalhar nesse sentido logo em princípios de 2009.
Nisto, como em tudo, não se podem perder oportunidades e seria um perjuízo incalculável para o presente e para o futuro da nossa terra não aproveitar a dinâmica então despoletada.

Ao desejar a todos os CARÇONENSES espalhados pelas cinco partes do mundo um SANTO E FELIZ NATAL, desejo também que 2009 traga boas notícias para estes dois importantíssimos projectos para a nossa terra.
Certo de que, com o contributo de todos, NÂO HAVERÀ NADA QUE NOS DETENHA,

BOM 2009 PARA TODOS.

Também em 2009,tudo e todos por Carção.
luis Rodrigues · escreveu em 15-12-2008 às 15:31:01


Sou transmontano, emigrado vai para muuotos anos.

Numa destas noites que nunca mais acabam, caí por mero acaso na net nesta páginas do Mensageiro de Bragança, jornal ao quak ficarei muito grato se, através do seu sitio me permitir divvulgar dois pequenos comentários.

O primeiro é de agradecimento ao jornal por nos facultar conhecimento do que vai pelas nossas terras.

o segundo de parabéns à simpática aldeia de Carção, a grande Carção dos JUDEUS e dos "CABRÔES" ( aqui a significar lavradores), que com este processo, está a dar cartas a muita gente.
Pena é que Trás-os-Montes, especialmente o distrito de Bragança, não tenha gente com capacidade e motivação para porem as suas terras no mapa.

Para a frente Carçoneiros e Associação dos Almocreves.

Vocês estão no bom caminho.

Que 2009 sela para a vossa terra um grande ano!
Pedro Sampaio · escreveu em 19-12-2008 às 15:24:38
Também fiquei maravilhado com estes comentários!
Parabéns capital do marranismo! espero que para além de coração do concelho, venhas a ser o coração do distrito!
Acho esta rota importantíssima.

Pedro Sampaio

João Francisco Garibaldi Cougo · escreveu em 15-01-2009 às 16:21:04
Sou estudante de Língua e Cultura Hispânica na
Universidade de minha cidade Bagé- Rio Grande do
Sul- extremo sul do Brasil próximo a fronteira com o Uruguai. Durante meus estudos sobre a história da língua espanhola descobri e apaixonei-me pela Cultura Sefardita; reconectei-me às minhas origens judaicas. Aqui no Brasil há uma cantora chamada FORTUNA que tem um imenso repertório que recria o Cancioneiro Ladino que é de uma beleza ímpar. Hoje dedico-me a pesquisar sobre o Ladino e os Sefarditas. A maioria dos portugueses que vieram para o Brasil durante a colonização eram "cristãos novos".
Quero parabenizar o povo da cidade de Carção
pala magnífica iniciativa de valorizar suas origens e sua riquíssima tradição cultural. Meu e-mail é
jfrancisco.gc@hotmail.com
Shalom y mucho Mazal para el pueblo de Carção!!!
Antonio Julio Andrade · escreveu em 27-01-2009 às 16:35:36
Só hoje tomei conhecimento desta página. Fiquei satisfeito.
Na verdade o marranismo é elemento essencial da nossa cultura e está presente tanto nos mais pequenos actos do dia a dia do nosso povo como na arqueologia urbana e na história em geral.
Não poderá estudar-se a sociedade trasmontana sem atender a este elemento.
Por outro lado, penso que chegou a altura de se passar um pouco das palavras aos actos, de promover a criação de uma rota dos judeus em trás-os-Montes, começando por nisso se empenharem as autarquias.
Na verdade é estranho que haja homens dessa estirpe, oriundos de Trás-os-Montes que ganharam renome universal, alguns recordados por grandes estátuas em praças centrais de grandes cidades... e sejam completamente ignorados na sua terra de origem.
Um especial abraço para o dr. Francisco Andrade por manter vivo este cantinho de diálogo sobre os marranos.
Alberto Pereira · escreveu em 09-02-2009 às 02:21:49
Alguns meses, salvo erro em Novembro, na biblioteca da minha universidade (FLUP) estava exposto em destaque, numa das prateleiras o livro “Carção, a capital do marranismo”, suscitando-me desde logo enorme curiosidade, uma vez que já tinha ouvido falar de Carção; pela capa do livro; e sobretudo pelo título da obra, pois não fazia a mínima ideia o que significava “marranismo”.
Peguei no livro e comecei a lê-lo e não consegui parar, pois o conteúdo era extremamente interessante e precioso, uma história impar! e já mais pensaria que a inquisição actuasse desta forma, sobretudo no interior do país, pois para nós estudantes, a Inquisição só se passou no Porto, Lisboa e Coimbra.
Adorei saber da ligação dos cristãos-novos com Espanha; a história de Francisco Lopes Leão – o verdadeiro professor da Lei; a história de Domingos de Oliveira – o barbeiro; o roubo dos sambenitos, que já mais sabia o que era; da história de Bernardo Rodrigues que depois de estar morto, lhes desenterraram os ossos e os deitaram a uma das fogueiras dos autos-de-fé – que fanatismo!!!
Quero felicitar os autores da obra, pois como foi referido no prefácio, é um grande tributo enriquecedor para a história em Portugal e uma grande homenagem ao povo de Carção.

Alberto Pereira
ADRIANO AUGUSTO DA COSTAFILHO. · escreveu em 18-02-2009 às 13:43:17
COM A GRAÇA DIVINA, TEMOS EM CARÇÃO,TERRA
DO MEU QUERIDO PAI, ONDE ESTIVE EM 1998, E POR OBRA DO EMÉRITO CARÇONENSE "PAULO LOPES" E SEUS AMIGOS, BORDARAM A REVISTA DE PRIMEIRO MUNDO " ALMOCREVE".E ONDE TIVE O PRIVILÉGIO DE ESCREVER ALGUNS ARTIGOS. ESTOU DE ACORDO QUE SE DESENVOLVA UMA ROTA JUDAICA PARA ESSA MAGNIFICA TERRA ADORADA POR NÓS TODOS.
INCLUSIVE INDIQUEI AO PAULO, O PROFESSOR
UNIVERSITÁRIO E ESCRITOR : DAVID LEVISKY, DESCENDENTE JUDAICO, O QUAL TÃO ENTUSIASMANDO FICOU QUE FOI ATÉ CARÇÃO E
ESTEVE COM O PAULO LOPES. PARABÉNS PELA
INICIATIVA.
ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO.
Brasileiro pelo Sol e Português pelo Sangue.
Carçonense de coração.
F.Costa Andrade · escreveu em 18-02-2009 às 23:28:37

2009/02/18

Caro e mui ilustre Carçonense:
Sr. Adriano A. Costa Filho


Li com iemso agrado o comentário escrito hoje mesmo nesta grande tribuna de divulgação e promoção em que se tem tornado o Mensageiro de Bragança, a cuja nova designação de Mensageiro Notícias me tem custado um pouco a adaptar, depois de o conhecer durante tantos anos como o mensageiro das terras de Bragança.
São as realidades dos novos tempos a que teremos fatalmente de nos adaptar.

Depois desta ligeira divagação, vamos ao que realmente interessa e ao que me levou a comentar o seu comentário.

Nestes tempos de crise de identidade em que os povos e as gentes como que se esquecem das suas referências mais interessantes e dos seus valores mais autênticos e genuinos, é motivo de orgulho e de conforte constatar que a terrra que nos serviu de berço ( Eu também emigrei para o Porto vai já para uns bons anos), tem, como nemhuma outra, um não sei quê de encantamento e de magia uma aurea de sedução que se alarga e distende pelo mundo inteiro, unindo-nos, ao mesmo tempo, num sentimento de amor e orgulho pela nossa terra e de respeito pelas nossas raízes.

Lembra-me , a propósito uma citação bíblica em que se diz que o "Espírito do Senhor encheu o mundo inteiro".
Também o espírito de Carção encheu, como nenhum outro os quatro cantos do Mundo.

Num trabalho que estou a preparar sobre este assunto, e que conto poder conseguir publicar em breve, tento analizar a dispersão dos Carçonenses pelo mundo, enquadrando a defesa e preservação dos seus valores, cultura e referências, com especial enfoque no Brasil ( onde tenho a maior parte da minha família) e onde ainda espero ir um dia para com eles viver a emoção de estar longe da nossa terra.

Realmente, e digo isto sem qualquer laivos de racismo, só gente muito especial, duma terra muito especial como a nossa, em resumo só um povo "maior" como o nosso povo, seria capaz de manter-se semppre unido à sua terra, mantendo, ao mesmo tempo, bem viva a sua identidade.

Amigo e conterrâneo, é esta partilha de sentimentos de u7nião com a nossa terra, que, mesmo que separados por tanto mar e tanto céu, dá sentido à nossa existência como povo ímpar duma terra sem igual, que eu quero agrdecer-lhe e, ao mesmo tempo, apresentá-la ao mundo com um exemplo.

OBRIGADO POR SER QUEM É

PARABÉNS POR SER COMO É

Por Carção tudo;
Por Carção todos não seremos demais.

F. Costa Andrade

PS.
Uma ocasião destas ainda iremos averiguar se, pelo menos em Adão,não poderemos até ser ainda primos ( Costa é nome de muitos familiares meus que foram para o Brasil entre os anos 30 e 60 do século passado)
F. Costa Andrade · escreveu em 18-02-2009 às 23:36:00
2009/02/19


Amigo e Carçonense por adopção

Sr. António Júlio Andrade

Li com muito agrado o seu comentário sobre Carção, que agradeço em nome de todos os carçoneiros, aproveitando o ensejo para agradecer as palavras generosas a respeito do movimento que estamos a tentar lançar sobre a realidade carçonense de ontem e de hoje e que, com contributos importantísimo como o do meu amigo, conseguiremos projectar para o futuro.

Como soe dizer-se nas nossas terras, isto não é nada porque a procissão ainda nem saíu do adro.

Por Carção, tudo e todos.

F. C. Andrade
A. J. Andrade · escreveu em 27-02-2009 às 15:22:25
Caro amigo F. Costa Andrade
Embora a procissão ainda esteja no adro parece que ela começa a andar. Segundo me consta, a câmara municipal de Vimioso está preparando já um encontro de 2 ou 3 dias sobre cultura judaica. Esperamos que seja um sucesso e que outras iniciativas surjam. É que Carção só poderá aspirar a ser Capital se houver mais território e mais localidades que queiram assumir as suas tradições marranas e judaicas. Isoladamente nada de grande pode fazer-se. Aliás, nem Trás-os-Montes inteiro terá escala para se apresentar, por si só, como Rota de Turismo. Bom, mas Roma e Pavia não se fizeram num dia... Haverá de pensar-se uma coisa de cada vez e também eu penso que o próximo desafio que se impõe à gente de Carção será a construção de um memorial às vítimas da Inquisição.
F. Costa Andrade · escreveu em 09-04-2009 às 00:09:49
09/04/08

Grande amigo e carçonense por adopção, Sr. A. Júlio Andrade

Afazeres diversos atrasaram para hoje a resposta à sua interpolação e posso dizer, feliz atraso.

Então não é que, quando a fogueira ateada em Agosto parecia dormente, apareceram ventos fortes e lenha da melhor a ateá-la novamente?

Agora vamos ter de aprofundar a razão pela qual os habitantes de Águeda, que, segundo um dos seus ilustres filhos, o Sr. João Figueiredo, que conto com muito orgulho no lote dos meus melhores amigos, depois de presenteado por si com um exemplar do livro " Carção Capital do Marrranismo, acaba de me confidenciar que os habitantes daquela ilustre cidade também são conhecidos regionalmente como " JUDEUS".

E o projecto para o museu judaico e da Associação dos Almocreves, já o viu?.

É um projecto lindo, com espírito e alma, que honra o seu jovem autor, também ele filho de Carção, projecto ao nível da Igreja do Marco de Canaveses, obra emblemática do grande Sisa Vieira.
Não tenho qualquer dúvida que, depois de pronto, irá trazer muita gente a Carção, assim sejamos dignos de obra de tanta qualidade e estejamos à altura de a concretizar rapidamente.

Ao autor do projecto, com um muito obrigado pela dedicação, sinceros parabéns pela qualidade.
F. Costa Andrade · escreveu em 18-04-2009 às 23:02:14

Afirmei num dos meus habituais comentários relacionados com o tema de Carção e o Marranismo, que, como nenhum outro, o espírito de Carção encheu todo o mundo.

Com o aproximar dos dias 1,2 e 3 de Maio próximo, como que esse espírito vai fazer o mesmo caminho, agora em sentido inverso.

Com a realização das jornadas sobre este tema, a realizar naqueles dias no Grande Auditório da Casa da Cultura de Vimioso, muitas altas individualidades, vindas um pouco dos quatro cantos do mundo, com enorme elevação e inigualável competência, irão debater e aprofundar toda esta temática, no que, sinceramente acreditamos, será um dos eventos culturais mais importantes algum dia realizados na nossa região.

O esforço e grande empenhamento da Câmara Municipal de Vimioso e da Associação "Os Almocreves de Carção" merece ser correspondido com um grande assistência, que abra o caminho para outras acções semelhantes.

Pela parte que me diz respeito, já cancelei tudo para estar presente e participar em todas as actividades previstas.

Um apelo especial aos carçonenses:

Vamos inscrever-nos atempadamente e em massa, dando assim, mais uma vez, a imagem forte de que, quer queiram quer não, daqui para a frente

NINGUÉM VAI SEGURAR CARÇÃO !

Luis Rodrigues · escreveu em 21-04-2009 às 22:45:37


Desde a minha intervenção de finais de 2008 que não tive disponibilidade para acompanhar, como merece e eu bem gostaria de fazer, esta magnífica página do Mensageiro Notícias.

Na impossibilidade total de estar presente nas Jornadas sobre a história do judaismo que vão decorrer em Vimioso em princípios de Maio ( e como eu gostaria de estar se a problemática vida de emigrante mo permitisse ! ), sobre esse assunto permitam-me alguns pequenos reparos:

- Um evento de tal envegadura e de tanto interesse deveria ser lançado, pelo menos, em Agosto de 2008 para que os interessados pudessem programar as suas vidas e estar presentes;

- A sua divulgação teria de ser na comunicação social, especialmente na regional com bastante antecedência porque no meu caso, se não fossem os comentários desta secção, não teria conhecimento dele;

- Pelos vistosa, a Associação cultural "Os Almocreve" da minha terra continua com uma pedalada impressionante o que, sendo de louvar, é sobretudo de apoiar e incentivar.
Bravos rapazes, vamos para a frente com o museu de Carção, com o monumento aos sacrificados pela Inquisição e se pensam fazer em Agosto outro lançamento de algum livro como o do dia 29/8/08, avisem com antecedência porque a esse eu não quero faltar.

Todos juntos por Carção

Luis Rodrigues
Paulo Lopes · escreveu em 22-04-2009 às 01:37:02
Espero que as II Jornadas de História Local: Judaísmo e Marranismo, duas faces duma identidade sejam um sucesso e que realmente dê continuidade ao debate de ideias, propostas e realização de promessas sugeridas no dia 29 de Agosto em Carção a exemplo da criação de uma Rota Judaica, a colocação de um memorial de invocação à intolerância ética e religiosa de invocação a todos os carçonenses que sofreram o tormento da inquisição e mais recentemente a criação do Museu ou Casa Judaica no edifício adquirido muito recentemente pela associação Almocreve.
Acredito que estas Jornadas tragam de facto bastantes benefícios para toda a região e em particular para Carção.
Leiam a última noticia “Carção, A Capital Mundial do Marranismo” numa revista do Brasil, em: http://revista18.uol.com.br/visualizar.asp?id=1621
Envio um abraço ao António J. Andrade e ao Francisco C. Andrade
Sandra · escreveu em 22-04-2009 às 23:28:47
Conheci Carção por ocasião das festas de Nossa senhor das Graças, onde fui levada por um amigo meu que, durante todo o ano me moeu a cabeça dizendo que eram as festas maiores e mais genuinas do Norte.

O certo é que fui lá, gostei e tornei-me frequentador assíduo e, por arrastamento, devota de N.ª S.rª das Graças e admiradora do carácter único daquelas gentes.

O que eu não contava era que Carção fosse algo mais que uma terra desertificada que, passados os dias de festa, como que ibernassse até ao outro ano.

Um colega de Faculdade alertou-me para o que lá se tem passado ultimamente, aconselhando-me a ler as mais comentadas do Mensageiro e confesso-me extremamente admirada por tudo o que li, o que me leva a concluir que, para além da festa da Sr.º das graças, Carção tem muito mais do que eu podia imaginar.

Por tudo isto, para os meus amigos carçonenses, os meus parabéns pelo que eles são e pela grande terra que se está a revelar a simpática aldeia de VCarção
F. Costa Andrade · escreveu em 22-04-2009 às 23:42:21
2009/04/22

Caro Paulo Lopes, aceito o repto e conto encontrar-me consigo, com o amigo A. J. Andrade e Dr.º Fernada nas jornadas dos dias 1,2e 3 de Maio.

Aproveito para alertar o conterrâneo e amigo Luis Lopes que contamos com ele no lançamento de novo livro, talvez no dia 28 de Agosto, dum poeta carçonense que temos a certeza será uma grande e agradável surpresa.

Se tudo correr como estamos a equacionar, poderá apreciar o projecto da reconstrução da casa recentemente adquirida, onde ficará instalado o museu de Carção e a sede da Associação os Almocreves.

Agora digam lá se alguém segura Carção !

P.S.

Os amigos A.J.Andrade e Dr.ª Fernenda que se cuidem que pode muito bem acontecer que tenhamos para eles uma agradável surpresa.

Antonio Júlio Andrade · escreveu em 04-05-2009 às 16:51:44
E que surpresa, amigo! Ou melhor: um mar de surpresas foi o que eu encontrei nestas jornadas de estudos judaicos que decorreu em Vimioso no passado fim de semana!... Imagine que até recebemos um convite para ir ao Brasil fazer uma conferência sobre Carção e o Marranismo! Mas o que mais gostei foi de ver as pessoas interessadas naquela pedra da ombreira da porta. Sim, também no que se refere a arqueologia judaica há muito por fazer. E precisamos que a comunicação social da região preste um pouco mais de atenção a estas coisas. Fazer bom jornalismo implica escutar o que as pessoas dizem e não apenas apanhar umas coisas pelo ar. E depois aquela gente, aquele falar castiço, aquela forma de receber... Carção tem mesmo que seguir em frente com o museu judaico e o memorial às vítimas da Inquisição.. Um abraço.
Hugo Emanuel Vaz · escreveu em 05-05-2009 às 15:05:46
A titulo pessoal e julgo que partilhado pelos demais participantes nas II Jornadas de História Local “Judaísmo – Marranismo: Duas faces duma identidade”, estas revelaram e deram a conhecer a importância que hoje Carção assume no panorama Histórico do povo Judeu a uma escala Mundial. Foi com orgulho e alguma emoção que tive a oportunidade de ouvir o nome da nossa terra pronunciado pelos estudiosos que nestas Jornadas participaram. Carção é hoje uma referencia incontornável, pelo que me foi permitido compreender, quanto mais são aprofundados os estudos já feitos, mais enriquecido fica o nosso espolio. Apesar do muito que já foi feito, muito resta ainda por explorar, estudar e debater, sobre a complexa teia histórica rendilhada ao longo de séculos pelos nossos antepassados. Agora resta-nos, aproveitar esta “onda” de entusiasmos em torno de Carção e materializar o projecto para a construção do Museu judaico, com o apoio de todos e à disposição futura de todos, para que a memoria das nossas raízes não seja esquecida.
Um abraço, Hugo Emanuel Fernandes Vaz
Hugo Emanuel Vaz · escreveu em 05-05-2009 às 15:06:55
A titulo pessoal e julgo que partilhado pelos demais participantes nas II Jornadas de História Local “Judaísmo – Marranismo: Duas faces duma identidade”, estas revelaram e deram a conhecer a importância que hoje Carção assume no panorama Histórico do povo Judeu a uma escala Mundial. Foi com orgulho e alguma emoção que tive a oportunidade de ouvir o nome da nossa terra pronunciado pelos estudiosos que nestas Jornadas participaram. Carção é hoje uma referencia incontornável, pelo que me foi permitido compreender, quanto mais são aprofundados os estudos já feitos, mais enriquecido fica o nosso espolio. Apesar do muito que já foi feito, muito resta ainda por explorar, estudar e debater, sobre a complexa teia histórica rendilhada ao longo de séculos pelos nossos antepassados. Agora resta-nos, aproveitar esta “onda” de entusiasmos em torno de Carção e materializar o projecto para a construção do Museu judaico, com o apoio de todos e à disposição futura de todos, para que a memoria das nossas raízes não seja esquecida.
Um abraço, Hugo Emanuel Fernandes Vaz
Maria Fernanda Guimarães · escreveu em 05-05-2009 às 21:29:07
Saudações a todos os intervenientes do Fórum:
A minha contribuição pata a construção da “Rota dos Judeus”
1.Vista à Capela de Santo Estêvão.
a. História da construção do edifício primitivo.
b. Episódio da Missa Seca.
2.Visita ao Bairro do Meio.
a. Histórias do sec. XVII e XVIII.
3. A Antiga Praça e o Cruzeiro.
a. O caso do “Rabi” Domingos de Oliveira.
b. O caso da Família de Jorge Lopes Henriques.
c. Os tendeiros e os barbeiros.
4.A Pedra gravada com símbolos judaicos.
a. As datas.
b. Interpretação simbólica.
5. Visita à Casa onde será instalado o Museu Judaico.
6.Vista à Igreja matriz.
a.O caso dos cristãos-novos na Confraria do Santíssimo Sacramento.
b. Os Sambenitos.
7. Visita à Lápide referente a um justiçado.

Os comeres
As Tabafeiras ou Alhas. ( como entrada)
O Bacalhau com garbanços.
As Rosquilhas.
As Espigonas.

M. Fernanda Guimarães
António Júlio Andrade · escreveu em 07-05-2009 às 14:25:36
As jornadas de estudos judaicos realizadas em Vimioso nos dias 1-3 de maio pp constituiram, sem dúvida, um acontecimento muito importante, em termos de cultura e turismo. Que me recorde, nunca na região de Trás-os-Montes se realizou um encontro de tantos e tão conceituados especialistas na matéria, quadros das universidades de Lisboa, Porto, Évora e Coimbra e com a presença de individualidades vindas do estrangeiro, nomeadamente de Israel, França e Brasil.
Essa importância, porém, não transparece das notícias e comentários publicados nos jornais regionais, infelizmente. A começar pelo Terra Quente onde semanalmente, desde há mais de 10 anos se publica uma página com o título de "Caminhos Nordestinos de Judeus e Marranos". E a verdade é que o apoio da comunicação social regional é muito necessário para a realização de projectos desta natureza.
Outra coisa que estranhei foi a ausência de gente da terra, nomeadamente professores e alunos do concelho e da região.
De contrário, fiquei satisfeito por ali encontrar gente que não contava nem sequer imaginava, como o meu caro amigo dr. Paulo Salgado.
F. Andrade · escreveu em 29-06-2009 às 00:08:32
Com o Verão à porta, estamos muito perto de mais um Agosto em Carção.
À semelhança do que acontedeu em 2008, todas as forças vivas da nossa terra estão a envidar esforços para que seja um mês mesmo em cheio, sendo de destacar desde ja`:

1 - Programa das Festas de Nossa Sr.º das Grças, a que já alguém chamou a " Festa das festas " de todo o Nordeste;

2 - As muitas e variadas actividades promovidas pela Associação Cultural " Os Almocreves ", de que se destaca, desde já o lançamento de Mais um livro sobre Carção no dia 24 e uma nova edição da Feira de Artesanato .

Atentos todos à informação que vai começar a sair ( e nisto o Mensageiro Notícias é muito importante ),ver com frequência o Site de Carção e, à medida que nos formos encontrando pelos quatro cantos do mundo, vamos partilhar entre nós toda a informação que formos conseguindo.

Por Carção tudo e todos

Vemo-nos em Agosto.
Sandra · escreveu em 01-07-2009 às 23:37:41

Sr. F. Andrade, muito obrigado pelo alerta lançado no seu comentário de ontem.

Como disse em tempos, também eu me considero já uma carçonense por adopção e, se não for pedir muito, agradecia a divulgação do programa completo das Festas de Nossa Senhora das Graças deste ano, que, se não houvere nada em contrário, quero cumprir de fio a pavio.

Desde já

Obrigada pela colaboração

F. Andrade · escreveu em 26-07-2009 às 00:41:25
AÍ ESTÁ O PROGRAMA !

Para a Sandra em especial e, por arrastamento para todas as " Sandras " deste País interessadas por tudo o que se passa em Carção, o programa das Festas de Nossa Senhora das Graças - Festas de Carção/2009, já está disponível no Blog da ALMOCREVE e, muito brevemante estará afixado em muitos lugares da região.

Já o li e, com justiça e muita vaidade, posso dizer que está lindo e muito bem recheado.

Na última semana de Agosto, Carção vai ser de novo
O CORAÇÂO DO CONCELHO.


Em Agosto, Vemo.nos em Carção
Lázaro Luis · escreveu em 29-07-2009 às 00:02:45
Antes de mais quero agradecer ao Sr. F. Andrade por ter alertado todos os carçoneiros para a publicação do programa das festas de Nossa senhora das Graças, permitindo-me fazer-lhe um reparo.

Para mim, e creio que também para muitos e muitos dos carçonenses que vivemos fora de Carção, por mais amor e carinho que tenhamos, e temos, pela nossa querida terra, as Festas fora e continuarão a ser

FESTAS DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS.

Se não acreditam, tentem fazer só as "Festas de Carção" e depois, vejam o resultado.

Tive a felicidade de conviver com muitas pessoas de idade da nossa terra e nunca lhes ouvi falar das festas de Carção. Bem pelo contrário, quando chegava em Agosto para as férias de Verão, a pergunta sacramental era empre a mesma:

"Então menino, já fica até à Nossa senhora das Graças".

Porque penso que, com estes pequenos reparos, também SE LUTA por Carção, contando bebermos um copo no Bar das Festas em Agosto, permita-me que termine com um repto por si lançado num dos seus magníficos comentários:

POR CARÇÃO, TUDO E TODOS !
André Manuel · escreveu em 14-08-2009 às 01:18:29
É com imensa pena que não poderei estar presente em mais um grande dia para Carção e seus visitantes por altura das Festas da Senhora das Graças.

Refiro-me ao lançamento de mais um livro, este de poesia e da autoria do meu querido amigo António Prada.

Eu que, o ano passado, tive o privilégio de assistir ao lançamento do livvro
CARÇÃO , CAPITAL DO MARRANISMO, numa magnífica sessão, superiormente conduzida pelo meu querido amigo Francisco C. Andrade, carçonense dos quatro costados como eu, estou certo que este novo lançamento, também conduzido por ele, tem tudo para ser um grande sucesso.

Se bem que de longe, estarei a torcer para que tudo redunde num novo grande dia para Carção.

Por Carção, tudo e todos !
antonio julio andrade · escreveu em 03-09-2009 às 18:13:07
Fiquei deveras pesaroso por não poder participar na festa da Sª das Graças deste ano e abraçar os meus amigos de Carção.
Recebi hoje o livro de Prada Jerónimo e já li alguns dos poemas, os quais deixaram em mim a impressão de que é um poeta de mão-cheia.
Também recebi a revista deste ano e logo a devorei. Pareceu-me que estava também eu a abrir as "gavetas da memória" da minha aldeia (Felgueiras - a terra dos cereeiros) "naquela noite sem luar". E a viver a festa com toda a alma. A saga dos carçoneiros é qualquer coisa de extraordinário.
Um abraço para todos.
Margarida Pereira · escreveu em 07-09-2009 às 02:03:47
Felicito também Os Almocreves, a revista deste ano está fantástica a todos os níveis. Atrevo-me a referir que se trata de uma das revistas culturais mais bem conseguidas em todo o distrito de bragança.
Entre os muitos artigo, saliento "Encomendar as nossas Almas" e "Carção, a preservação de uma arquitectura animica".
Os meus sinceros parabéns
F. Andrade · escreveu em 08-09-2009 às 00:01:07
Grande Amigo
A. Júlio Andrade
Ilustre carçonense de adopção por
MÉRITO E DISTINÇÃO

Depois de considerável lapso de tempo sem termos o prazer de contactar consigo através desta tribuna que o MDB nos faculta, foi com muita alegria que lemos a sua apreciação às muitas e importantes actividades desenvolvidas em Carção pela Associação os Almocreves.

Se o lançamento de mais um livro, este de poesia, foi mais uma prova de que na cultura também não se brinca em Carção, a "festa das festas", foi, mais uma vez, uma festa impar que, pela sua sua dimensão religiosa e sociológica, não tem igual.

Que o diga o nosso amigo, o Antropólogo Dr. Luís Vale, que a viveu em toda a sua plenitude, para fazer a sua análise e enquadramento no campo da religiosidade popular transmontana, trabalho esse que contamos possa estar pronto para ser apresentado na última semana de Agosto de 2010, juntamente com um outro livro em preparação que irá abordar um dos aspectos mais vincantes da história recentre da nossa terra.

Em 2010, não aceitamos desculpas para não estar em Carção, em 27 ou 28 de Agosto, no que acreditamos será mais um dia grande para a cultura da nossa terra.

Sobre o novo livro, quando já gatinhar, prometo que lhe darei mais informação, pois consta-me que irá ser convidado para padrinho..

CARÇÃO É IMPAR,

CARÇÃO É MESMO " VICIANTE ! "
Fátima Alves de Sá · escreveu em 08-09-2009 às 23:26:30
Queridos amigos garçonemnses espalhados pelo mundo inteiro:

Se bem que afastada de Portugal e de Carção desde a minha meninice, e já lá vão algumas dezenas de anos, no meu sangue nunca deixou de ferver a minha paixão pelas minhas raizes de carçonense.

Confesso que estive alheada tempo demais de Carção, suas coisas e suas gentes mas, de há um ano para cá, tudo mudou para melhor, graças a três factores marcantes:
- As possibilidades de contacto proporcionadas pela NET;
-As muitas actividades desenvolvidas desde há uns tempos a esta partepelos jovens da Associação Almocreve;
- E, acima de tudo, pela divulgação fantástica que delas tem feito o Mensageiro de Bragança através da secção de comentários às notícias, feitos por carçonenses das mais diversas partes do mundo.

Neste aspecto, pela oportunidade, pela elevação e alto nível com que o faz, quero felicitar com muita admiração e carinho o trabalho de divulgação levado a cabo pelo carçonense da primeira água, o Sr. F. Costa Andrade.

Há já muito tempo que não dispenso ler o MDB na sua versão digital, procurando, antes de mais nada, as novidades nos comentários das notícias mais comentadas e, dentre delas, as que dizem respeito a Carção.

Porque só quem está fora sabe dar o valor a este tipo de informação, ouso pedir ao Sr. Andrade e, porque náo, a muitos outros amigos de Carção, quem não deixem morrer esta informação porque, através dela, podem crer que prestam um grande serviço a todos os nossos emigrantes e, por arrastamento, estão a contribuir de forma muito importante para o engrandecimento da nossa terra.

Concordo consigo, Sr. Andrade, com a forma feliz como termina alguns dos seus comentários porque, de verdade,

Tudo e todos por Carção,nunca seremos demais.

Muito obrigado pelo serviço que está a prestar à sua e nossa terra.

Com toda a saudade do mundo, um grande abraço da América para Carção.
Sandrad · escreveu em 13-09-2009 às 02:44:42
Olá Margarida, gostei de ler o seu comentário sobre a Revista de Carção, a respeito da qual tenho exatamente a mesma opinião.

Já agora permita-me um sugestão.
Se puder vá até Carção, de preferência pelas festas de agosto, e verá que Carção é e tem muito mais que a Revista Almocreve.

Saudações "carçoneiras"
Fátima A. de Sá · escreveu em 16-09-2009 às 19:59:03
16/09/2009

Olá Sandra,

Não obstante não ser para mim, aceito o desafio e, nesse sentido, garanto-te que estaremos em Carção em Agosto de 2010.
Já agora, mesmo reconhecendo que andas muito bem informada a respeito de tudo o que diz respeito à Capital do Marranismo, aproveito para, em antecipação, dizer-te que me "cheirou"que, nesse mês, irá acontecer algo de muito importante para a história dos Emigrantes de Carção.

A ser assim, parece-me que o Salão de Festas da Casa do Povo vai ser pequena para nos receber a todos, mas por aí também não vai vir mal ao mundo porque teremos sempre disponível o Multidesportivo.

Saudações carçoneiras

Fátima
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