Mirandela // Em defesa da linha do Tua Por: / Secção: Actual / 10-07-2008 Imprimir Enviar a um amigo
Louçã promove viagem de comboioDepois do partido ecologista “Os Verdes”, também o Bloco de Esquerda (BE) decidiu avançar com uma acção pública de contestação à construção da barragem de Foz-Tua e à defesa da manutenção da linha ferroviária. Nesta terça-feira, Francisco Louça, líder do BE, realizou uma viagem de Metro entre o Tua e Mirandela, e não tem dúvidas que a construção da barragem “será um atentado contra os 120 anos de História da Linha do Tua, e provocará a destruição de uma paisagem única no mundo”. Ao chegar à estação de Mirandela, Louçã disse mesmo que o seu partido vai contestar a construção da barragem do Tua no próximo debate do estado da Nação, no Parlamento. O deputado bloquista até concorda com a necessidade de fazer algumas barragens no país, mas "por razões de sensatez" não concorda com o empreendimento hidroeléctrico do Tua, porque “faz desaparecer a linha ferroviária do Tua que tem elevada potencialidade turística e porque afecta terrenos agrícolas". Francisco Louça diz ainda que a barragem representa "apenas 0,5 por cento do potencial hidroeléctrico do país" e está convencido que Portugal teria muito mais a ganhar "apostando na eficiência energética". Exemplificando: "Um euro investido para evitar perdas de energia ou para substituir as formas de iluminação corresponde a oito euros de poupança". Contas feitas, assume que "uma boa política energética tem essas prioridades e não passa por atropelar o património cultural e paisagístico", disse. Francisco Louçã reconhece que a linha do Tua até pode nem ser rentável do ponto de vista comercial, no entanto, classifica-a como uma mais-valia turística que deve ser aproveitada para desenvolver a região. "A rentabilidade também se vê pelas pessoas que visitam, que comem, que ficam e que querem conhecer", frisa o dirigente do Bloco de Esquerda que recomenda mesmo a viagem entre o Tua e Mirandela ao primeiro-ministro, antes de começar a construção da barragem. Louça considera que o contacto directo com a realidade da Linha do Tua e população envolvida, “poderiam ser motivos para o Governo mudar de ideias”.

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