Educação // Novas Oportunidades têm mais alunos Por: / Secção: Actual / 27-06-2008 · 46 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
Cursos pretendem ser mais motivadores e aumentar, deste modo, a qualificação da populaçãoCom o objectivo de “fazer do 12º ano o referencial mínimo de formação para todos os jovens, colocar metade dos jovens do ensino secundário em cursos tecnológicos e profissionais e qualificar um milhão de activos até 2010”, a iniciativa Novas Oportunidades tem atraído cada vez mais alunos aos diferentes níveis de ensino que oferece. No distrito de Bragança, as escolas dos doze concelhos, entidades promotoras dos cursos de formação, têm a funcionar diversas turmas, de Cursos Profissionais, Cursos de Educação e Formação, Cursos de Educação e Formação de Adultos e Cursos de Especialização Tecnológica, referentes a distintos níveis, que variam entre o 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário. Assim, cerca de mil e trezentos formandos do distrito de Bragança frequentam os cursos de âmbito escolar promovidos pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social em parceria com o Ministério da Educação, apelidados de “uma oportunidade nova para os jovens e uma nova oportunidade para os adultos”. Este número, em relação ao ano transacto, triplicou e tem “tendência a aumentar”, como referiu Alcídio Castanheira, da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN). No que se refere aos Cursos de Educação e Formação de Adultos, são 384 os alunos de nível secundário, 27 de 2º ciclo e 142 de 3º ciclo, o que perfaz um total de 553 formandos, com maior número de cursos no concelho de Bragança. Quanto aos Cursos de Educação e Formação, foram 448 os frequentadores dos distintos níveis. No que diz respeito aos Cursos de Formação Profissional, regista-se um número de 299 alunos, maioritariamente nos concelhos de Carrazeda de Ansiães e Mirandela. “Existe um catálogo nacional de qualificações que homologa todos estes cursos em áreas diversas, que podem ir desde a electrónica, jardinagem, turismo, informática, gestão, e muitas outras. As escolas, mediante o meio em que estão inseridas e de acordo com as expectativas de emprego futuro para os formandos, vão solicitando os cursos e canalizando para as áreas temáticas que mais saída têm no distrito. Por exemplo, no caso dos concelhos ribeirinhos do Douro, têm áreas temáticas directamente relacionadas com a região, nomeadamente na área do turismo, artesanato, ambiente, agrícola...”, explicou Alcídio Castanheira.
Cursos e alunos
Os cursos são frequentados por alunos que pretendem terminar o secundário, quer por não conseguirem ter aprovação a uma ou outra disciplina, quer por terem abandonado a escola cedo e quererem regressar. Também por alunos que não tiveram uma primeira oportunidade e decidem estudar para melhorar as suas qualificações profissionais, e por alunos que, já inseridos no mercado de trabalho, consideram que adquirem mais competências para progressão laboral, ou por mera satisfação pessoal. No que diz respeito aos alunos que abandonaram precocemente o ensino, o programa Novas Oportunidades, segundo o coordenador da DREN, “conseguiu trazer para dentro da escola muitos jovens que não tinham destino, que estavam desamparados e completamente desintegrados. Os alunos sentem-se mais realizados do que no ensino regular, uma vez que têm a abordagem curricular na mesma, mas também a componente profissional que apreciam, ou seja, as áreas temáticas de que gostam e que são eles próprios que escolhem, pelo que já têm aquela apetência ”. Assim, a generalidade dos cursos apresenta um currículo muito específico, sendo o desafio da escola e docentes realizar um diagnóstico do público alvo para que se vá ao encontro dos seus interesses. Para o coordenador, “é preciso proporcionar um sistema de formação completamente diferente daquele que o aluno deixou e pelo qual não se interessava. Se um jovem ou um adulto destes, que saiu da escola muito cedo, ou que nunca entrou, regressa e vê mais do mesmo, obviamente que desiste”. Para que a motivação não se perca, “apelamos muitas vezes a que o curso nem funcione na escola, mas sim em contexto de trabalho. Têm que existir estratégias para que possamos não gorar as expectativas dos alunos”, referiu. A segunda fase do processo prevê que estes alunos realizem estágios profissionais em empresas, contudo, como sublinhou Alcídio Castanheira, “o nosso distrito, em termos de tecido empresarial, é muito fraco e temos alguns constrangimentos”. Como solução, os alunos são incentivados a serem empreendedores e criarem o próprio emprego. “No litoral não existem grandes problemas, há empregos, há empresas e as escolas não se debatem tanto com esse problema. Aqui é bem mais difícil e temos que investir no empreendorismo e ensinar os nossos jovens a assumir o seu emprego”, acrescentou.
Educação e Formação de Jovens
Os cursos CEF, denominados de Cursos de Educação e Formação de Jovens, visam o “aumento da qualificação escolar e a aquisição de competências profissionais, facilitando o acesso a desempenhos profissionais mais qualificados”. Lúcia Dias, docente da Escola Secundária Abade de Baçal, é professora de uma turma de 8º ano, de curso CEF, explicando que a maioria dos alunos que integram esta formação, inserida no âmbito do programa Novas Oportunidades, “não conseguiu completar a escolaridade obrigatória, não conseguiu concluir o ensino secundário, passou por experiências de ensino menos positivas, teve dificuldades em algumas disciplinas, problemas de comportamento, entre outros factores”. Para a docente, o segredo do sucesso prende-se, essencialmente, com a utilização de estratégias e métodos diferentes no processo de ensino. “São cursos que têm uma componente mais prática, mas também contemplam as disciplinas teóricas que obedecem a um programa curricular mais maleável e gerido pelo professor de acordo com as características dos alunos e necessidades. Não tem um carácter muito rígido, mas é claro que é imprescindível que se transmita seriedade a todo o sistema”, elucidou. Acrescentou ainda que “não se pode é dar uma aula tradicional, até porque isso seria adulterar toda a dinâmica do curso. Os programas são muito semelhantes aos do ensino regular, mas temos que transformá-los e adaptá-los aos nossos alunos”.
Educação e Formação de Adultos
Oferta integrada de educação, destina-se a adultos, com idade igual ou superior a 18 anos, não qualificados ou sem qualificação adequada para efeitos de inserção no mercado de trabalho. Com forte crescimento no ano de 2007, actualmente são 352 563 os adultos abrangidos pela iniciativa Novas Oportunidades. O seu percurso alunos tem início na entrevista, uma espécie de diagnóstico inicial que vai permitir inventariar as competências individuais de cada um. Realizado o primeiro passo, principia o processo de elaboração de um dossier, o seu instrumento de trabalho, onde são colocados os materiais referentes à sua história de vida, pessoal, social, formativa e profissional. São diversos os motivos que levam os formandos a ingressar nos denominados cursos EFA, como explicou Cristina Martins, técnica de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC): “há muitos adultos que se inscrevem por realização pessoal, muitos porque querem ter a oportunidade de estudar, que não tiveram, sendo um modo de realizar um sonho antigo. Outros, no caso dos mais novos, porque necessitam, a nível profissional, outros porque querem mais para a sua vida e sentem que se completarem o 9º ano ficarão mais qualificados”. No que diz respeito à sua experiência de acompanhamento destas turmas, a técnica revela que o feedback tem sido muito positivo, “pois os alunos mostram-se satisfeitos com o trabalho realizado, apresentam entusiasmo, percebem que é uma oportunidade única e que querem aproveitar, sendo muito gratificante trabalhar com eles”. E, como referiu Cristina Martins, a aprendizagem acaba por ser mútua, uma vez que “muitos adultos são detentores de uma experiência de vida muito rica, com uma história de vida intensa, que acabam por partilhar connosco”. Mário Galvão, técnico de RVCC, acrescenta que “quanto mais experiência uma pessoa tiver, mais fácil se torna para ela e para nós validarmos essas competências”. Segundo o técnico, “a iniciativa Novas Oportunidades é uma porta de entrada para complementar a formação, bem como uma forma de recompensar o esforço que muitos alunos, que não puderam estudar durante o período regular, fizeram anteriormente”.
Especialização Tecnológica
O Curso de Especialização Tecnológica (CET) é uma formação pós-secundária, que procura dar resposta às necessidades em termos de quadros intermédios, leccionada em ambiente de ensino superior, com cerca de um ano de duração, muito intensiva a nível de carga horária e com forte componente prática, permitindo ao aluno, no término, a opção de ingressar no mercado de trabalho ou prosseguir a formação no ensino superior. O Instituto Politécnico de Bragança (IPB), no ano lectivo transacto, teve 13 cursos CET em funcionamento, estando previstos para o próximo ano a abertura de cerca de 20, que abrangem diversas áreas, desde Análises Químicas e Biológicas, Contabilidade e Gestão, Informática, Produção Metalomecânica, Promoção Turística e Ambiental, Vitivinicultura, entre muitas outras. O concurso para ingressar neste género de formação intermédia entre o ensino secundário e o superior dispõe de vagas específicas para o efeito, em contingente especial, incluído nos 20 por cento de vagas que existem para além das respeitantes às 1ª e 2ª fases do concurso nacional. “Este próximo ano vamos fazer uma formação perfeitamente orientada para o mercado de trabalho. O CET de Produção Metalomecânica vai realizar-se numa empresa da cidade, Faurécia. Ou seja, os alunos deste curso serão potenciais trabalhadores da empresa. Isto representa um grande avanço, uma vez que é frequente as empresas lamentarem a falta de quadros intermédios, pelo que o IPB irá formar jovens especificamente para que possam trabalhar nessa empresa”, adiantou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB. Acrescentou que os cursos CET se inserem em uma “missão social por parte do ensino superior em relação à sua região e população, permitindo a muitos jovens que possuem apenas o 12º ano uma formação profissional e valorização pessoal”. Defensor do ensino profissional, o presidente sublinha que, “se esta medida for bem conduzida e canalizada pelas instituições de ensino superior, penso que o ensino profissional adquire, pela primeira vez em Portugal, uma nobreza que nunca teve, apesar de ter havido várias tentativas de instalação do ensino profissional em Portugal, que se revelaram de pouco sucesso”. Segundo Sobrinho Teixeira, a barreira do estigma social em relação aos cursos profissionais tem que ser transposta, permitindo que muitos jovens enveredem por essa via e se sentam realizados, quer do ponto de vista profissional, quer do ponto de vista de aceitação social. “O estigma de se ser doutor de há uns anos atrás destruiu o país. O ser-se doutor representou, durante muito tempo uma carta de alforria para se ter bom estatuto social, ter um bom emprego, ganhar um salário razoável, mas nenhum país consegue ter futuro vivendo sobre a visão oásica do país dos doutores”, referiu, sublinhando que a formação deve ser considerada como uma ferramenta para que o profissional concretize de forma eficaz o seu trabalho. “Só se destrói o país dos doutores, fazendo tantos doutores, que ser doutor não signifique mais do que se ter uma ferramenta para se fazer qualquer coisa”, concluiu o presidente do Politécnico.
Uma alternativa à escola tradicional
Vera Réfega tem 19 anos e frequenta o curso CEF de Gestão e Sistemas Ambientais da Escola Secundária Miguel Torga. Para a aluna, “esta foi uma forma de tentar fugir aos exames nacionais, pois o facto de frequentar este curso dá-me a possibilidade de ter o 12º ano concluído sem a necessidade de fazer exames nacionais”. Agrada-lhe muito a componente prática que o programa curricular oferece, bem como a oportunidade de estágio, que considera “uma mais-valia, pois ficamos certificados como técnicos”. Uma das metas que tinha era concluir o 12º ano e ingressar no Ensino Superior, considerando que o curso lhe permite alcançar as etapas “de uma forma mais acessível”. Para a aluna, quer o ensino regular, quer os cursos CEF, têm qualidade, existindo igual grau de profissionalismo. No entanto, como sublinha, “creio que este género de cursos são o futuro, pois o ensino normal é mais exigente, levando a que muitos alunos repitam o ano porque não atingiram apenas algumas décimas nos exames”. Hugo Silva e Luís Alves, ambos com 20 anos, frequentam a mesma escola de Vera, mas integram o curso CEF de Gestão e Administração / Secretariado. As dificuldades às disciplinas de matemática e físico-química, respectivamente, levaram-nos a trocar o ensino regular pelos cursos de Educação e Formação de Jovens. Ambos defendem que o sistema CEF é melhor no que diz respeito à vertente prática, proporcionando ainda uma aprendizagem mais “fácil”. Para Hugo Silva, “os dois sistemas de ensino têm características positivas e negativas. Por exemplo, os CEF são úteis, pois incidem numa via profissionalizante, mas poderão ser uma má opção para quem quer entrar no Ensino Superior, uma vez que não irão preparar os alunos para a realização de exames nacionais”. Os dois alunos pretendem ingressar em cursos superiores, no entanto, atendendo “à situação do país e à crise de emprego, talvez um dia tenhamos que utilizar o CEF para arranjar trabalho numa área que não as do curso superior que queremos tirar”, referiu Hugo Silva. Considerando que os cursos CEF serão cada vez mais importantes, tal como acontece nos países nórdicos, em que 50 por cento das turmas das escolas se encontram já no sistema de dupla certificação, os alunos revelam que estes poderão contribuir para que no futuro seja mais fácil adquirir um emprego. O relevo dado ao sistema de ensino CEF tem crescido, como adiantou Luís Alves: “os cursos CEF estão a ter muita influência no ensino e uma prova disso é que na minha escola a maioria dos alunos que não conseguiu acabar o 12º ano vai matricular-se no ensino CEF”.

46 Comentários
Frequentei as Novas Oportunidades num centro de RVCC, e certifiquei o 12º em menos de seis meses.
Estou em condicões de afirmar que os conhecimentos adquiridos, bem como a experiência de vida, tanto pessoal como profissional, é a base fundamental no desenvolvimento deste processo.
Quanto ao programa, achei-o acessível, muito enriquecedor, mesmo fascinante. Conduziu-me à descoberta de conhecimentos e ao despertar de emoções adormecidas e acondicionadas na gaveta do comodismo que, jamais indagaria se não tivesse mergulhado neste desafio.
Fui empenhada e trabalhadora.
Tomando tais opções, tal como eu, verificarão que é extremamente fácil e, por fim, muito gratificante.
Sinto-me no dever de agradecer ao Governo Português pela excelente e única oportunidade que me proporcionou, a fim de obter mais este grau de classificação, tão importante para a minha vida, através deste processo.
Manifesto um pouco de revoltada, apenas porque certifiquei em meados de Junho e decorrido este tempo, ainda não estou em posse do respectivo diploma. Lacuna de um centro que a meu ver anda à deriva, com pouco método de trabalho e muito pouco empenho. Espero que isto sirva de alerta para este e outros Centros, que ao enveredarem por este caminho, os seus responsáveis deveriam prezar por angariar pessoas abalizadas e não qualquer um, sem a devida formação e o devido empenho. Ao aperceber-me das lacunas e, para quem como eu, é empenhado, metódico e cumpridor, sinto-me um pouco angustiada, por ainda não ter em minha posse o produto final do meu trabalho, para o qual trabalhei e me esforcei "O DIPLOMA".
ONDE PÁRA?
Assim, venho solicitar a vossa melhor atenção para este assunto e aguardar que me dêm alguma informação sobre isto.
>Tenho muito vontade de ir mais além, mas gostaria que não me curtassem as pernas...
somos 2 amigas que ja fizemos os 60 anos e gostavas de fazer o 9º ano,para começar e ver se conseguimos,e depos quem sabe,fazer o 12º.
Vivemos no Porto,mas nao sabemos donde dirigirmos nem donde ditam os cursos.Ou até se os podemos frecuentar.
Ficaremos muito gratas se nos esclarecerem as nossas duvidas.
Vivo perto da retunda da Boavista,gostaria que fosse por aqui perto.Porque tenho um problema,desloco-me em cadeira de rodas.
Desde ja agradeço.E esperamos o vosso esclarecimento.
atentamente. Dores Carvalho
Existe muita oferta de cursos profissionais para quem tem o 9º ano, mas para o 12º não encontro nada.
Gostaria de trabalthar na area da Informática.
para terminar o 12º ano falta-me apenas o ITI de 12º ano...eu frequentava o ensino nocturno!!!!
agr onde moro esta a decorrer um curso de informatica,será possivel acabar o k me falta assintindo a esse curso??...o meu receio é k dp isso me deixe sem média de secundário...aguardo resposta.
já tentei saber em várias escolas que opções tenho para fazer a disciplina, e todos me dizem o mesmo, que é so por exame nacional, mas eu sem ter aulas, e sem dinheiro para pagar a um explicaor, nºao consigo passar...gostava que se alguem me pudesse ajudar com alguma informação ma desse, pois ja tou a perder cada vez mais a esperança.
espero por a resposta .obrigado.
Chamo-me Cátia, tenho 27 anos, tirei um curso na Escola de Hotelaria e Turismo da Madeira de Técnica de Turismo Ambiental e Rural com equivalência ao 12º ano. Gostaria de continuar os estudos. Interesso-me particularmente por biologia. Que opções tenho para sair com nível 4 do ensino superior(Madeira, zona do Funchal)?
Cumprimentos,
Cátia Mendonça
Eu fiz 12º ano em oito meses e estou muito contente e agradecido.
Força pessoal. Aprender é um acto sublime.
JC
"...gostei muito de ler todos estes comentarios sobre todos esses cursos das novas oportunidades todo se pessoal que tem o 12 ano que concorra a faculdade a lei dos 23 anos."
Meus senhores não esperem facilidades no ensino superior... sem bases não vão lá...
Cumps
e gostava de ver,nao para copiar,pois saõ as minhas experiençias q vaõ vallidar,mas tou cm receio de naõ conseguir fazer
Muito obrigado
É inconcebível que uma pessoa faça o 12º ano em 3 ou 6 meses, assim como ter acesso ao ensino superior nessas condições!...Se querem que estudem, se isto continua assim haverá certamente licenciaturas em 12meses e mestrados em 3, e doutoramentos em 6.
Atenção Srª Ministra da Educação, não estou a dar ideias!
E não venham com a história que entram e depois não saem, porque é mentira, as politicas educativas do governo já chegaram às universidades e politécnicos, estes têm que manter os seus alunos, e está mais do que visto que em tempos de crise vale tudo!
É bom que se lembrem que são muitas destas pessoas que um dia vão estar em escolas, repartições públicas, e cargos importantes onde o conhecimento cientifico é imprescindível, coisa escassa nestes tempos!
Vão ser os ditos "profissionais" de amanha que vão gerir este pequeno rectângulo, pessoas que foram mal "formadas", é claro que há excepções, mas estas não compensam as aberrações "intelectuais" que andam por aí!
É triste, mas é a nossa realidade...Portugal chegou ao fundo do poço!
Penso que quem não teve oportunidade de completar estudos mais novo, tem agora a oportunidade que ninguém deveria deixar passar.
No Projecto RVCC, as pessoas têm que trabalhar e demonstrar quais as competências que adquiriram através da vida.
Há um ditado popular que diz "Ser velho é um posto", quer dizer que se sabe mais do que quando se é novo.
Deixem que lhes faça uma pergunta a quem critica tanto o Governo por causa do RVCC.
Que habilitações literárias tinham a grande maioria das antigas professoras das escolas primárias?
Algumas e alguns professores tinham unica e simplesmente a antiga 4.ª Classe, num tempo ainda não muito distante.
Quem criticava o Governo nessa época?
Fica a deixa para meditar....
Cumprimentos
Mas fazer um curso que não tem material necessário, os formadores vão-se embora devido a não receberam, e os formandos desanimanos com tudo isto e ianda por cima com recebimentos de bolsa tardios.
Quem é que tem os fundos europeus? As instituições de formação? O POPH? A DREN? O ministério da educação?
Mas gostava de tirar um curso sobre Design de Interiores será que me podem ajudar???
Sei que existe a possibilidade de concorrer a faculdade mas nao queria me colocar 3 anos ou mais numa faculdade que nao me vai levar a lado nenhum a nao ser que tenha cunhas para depois arranjar um trabalho, queria apenas um curso especifico que me desse uma oportunidade de trabalho depois de completo. gostava de saber quais as opçoes que uma pessoa com 12º ano pode ter alem da faculdade. podem me ajudar??