. // . Por: / Secção: Editorial / 25-01-2012 Imprimir Enviar a um amigo
.O Papa Bento XVI anunciou há pouco tempo o ano da fé. Para todos nós constitui uma oportunidade única de centrarmos a nossa vida no essencial: a nossa relação com Deus, mediante a adesão a uma proposta de felicidade que se identifica com a pessoa de Jesus Cristo. Durante todo este ano, de forma regular usaremos muitas vezes este espaço para tentarmos ajudar a pensar a fé, com o intuito de a podermos viver de forma sempre e cada vez mais conciente. Tantas são as vezes que ouvimos dizer:”eu cá tenho a minha fé”! De facto é a expressão do relativismo militante, onde vinga o oportunismo das nossas conveniências, em detrimento da exigência que conduz sem risco, à Boa Nova! Assim, o que nos deve importar não é ter “a minha fé”, mas sim viver a fé da Igreja, com tudo que isso implica. São muitos os meios que a Igreja nos disponibiliza para vivermos a fé da e na Igreja; o catecismo da Igreja Católica que compreende “coisas novas e velhas”(cf. Mt. 13,15), porque a fé é sempre a mesma e simultaneamente é fonte de luzes sempre novas(Cf. Nota para o ano da fé, da Cong. Para a doutrina da Fé.). O Concílio II do Vaticano, cujos 50 anos se celebram, quis “transmitir pura e íntegra a doutrina sem atenuações nem subterfúgios”(Cf. Discurso de João XXIII na abertura do Concílio) é também mais um meio que importa valorizar, descobrir e viver. Deste modo, não sejamos arautos de cismas a partir da base, vivendo a fé à nossa maneira, mas sejamos fieis ao nosso baptismo, indo ao encontro da pessoa se Jesus Cristo, que nos conduz à felicidade. Tenhamos a ousadia de conceder à fé da Igreja, e a Jesus Cristo, ao menos o benefício da dúvida, e experimentemos a felicidade de acordo com a sua proposta. É que Ele, tudo o que deseja é que sejamos e vivamos felizes.


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