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Nordeste Transmontano // Uma arte que surge da natureza e da memória Por: Ana Preto / Secção: O Olhar / 15-12-2011 Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Ana Preto Esculturas em madeira de Amável Antão
Amável Antão disse-nos que as suas esculturas em madeira são muitas vezes criadas a partir daquilo que “os paus” lhe sugerem.

Amável Antão disse-nos que as suas esculturas em madeira são muitas vezes criadas a partir daquilo que “os paus” lhe sugerem. “Eu encontro os paus e às vezes são os paus que me dizem o que pode sair dali”, contou-nos. Outras vezes, talvez, surgem-lhe da memória de homem transmontano que nos repete, com orgulho, ser da aldeia de Genísio, Miranda do Douro. “Costumo dizer que não sou artesão. Costumo dizer que sou um habilidoso, trabalho por carolice, desde 2003. Comecei numa brincadeira e a partir daí deu-me prazer trabalhar a madeira e nunca mais parei”. Não aprendeu com ninguém. “Nem um formão, nem martelo tinha sequer em casa. Um dia encontrei um pau no rio, engraçado, a primeira peça, e comecei a trabalha-lo”. O seu amigos começaram por não acreditar que a autoria dessa peça era dele, mas depois deram-lhe ânimo para continuar. Talvez porque o primeiro pau que encontrou, quando passeando, pela borda de um rio, “tropeçou”, sem pensar, com a habilidade, lhe sugerisse um rosto humano, ou porque a construção de máscaras é uma tradição bem transmontana, esta é uma das temáticas que, de formas muito diversificadas, está presente na sua obra.

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