Trás-os-Montes // Falta de chuva pode comprometer produção de azeite Por: / Secção: Actual / 10-09-2010 Imprimir Enviar a um amigo
Se não chover em abundância nos próximos dias, a campanha de azeite deste ano “poderá estar seriamente comprometida”. É o receio manifestado pelo presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), que representa“Bastava que chovesse durante um par de dias para que fosse um ano excelente em termos de produção de azeite, porque é agora que está a terminar a fase da formação do óleo” diz António Branco. “Neste momento já podíamos estar nas 120 toneladas de produção e depois progredir um pouco em função das estratégias de regadio”, adianta. Só que nos últimos anos, “ou com a seca, ou com chuva a mais, ou com as geadas, a produção não tem conseguido melhorar”.
Apesar destas adversidades, a qualidade do azeite tem sido excelente. Prova disso são os constantes prémios que o Azeite de Trás-os-Montes DOP (Denominação de Origem Protegida) tem conseguido arrecadar. Recentemente, no OLIVINUS 2010, realizado na Argentina, o Azeite “João das Barbas”, produzido em Cabanelas (Mirandela), foi premiado.
“Sempre que entramos em alguns certames internacionais nós temos a capacidade de obter prémios e isso significa que estamos num patamar muito bom e já vamos tendo produtores bastante estáveis em termos de qualidade” refere António Branco. “Agora era importante que isso se reflectisse no preço e na venda para os mercados internacionais” acrescenta.
Para se ter uma noção da importância deste produto na região, basta dizer que 50% da produção nacional de azeitona de mesa e cerca de 35% do azeite produzido em Portugal é oriundo de Trás-os-Montes. Em média, produz-se na região transmontana cerca de 45 mil toneladas de azeitona e cerca de 7500 toneladas de azeite, por ano, com a particularidade de ter a sua tipicidade proveniente das variedades de oliveiras regionais mais comuns, das quais se destacam a verdeal, a cobrançosa e madural, que lhe confere um elevado grau de qualidade, simbolizado numa dezena de marcas com Denominação de Origem Protegida (DOP) que está já a ser exportado para os países nórdicos, para os Estados Unidos, Canadá e Japão.

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