Carrazeda de Ansiães // Aliar os produtos regionais ao Turismo Por: / Secção: Actual / 10-09-2010 Imprimir Enviar a um amigo
Autarca vai avançar com construção de um posto turístico para “cativar” visitantesCarrazeda de Ansiães é conhecida pelos seus vinhos, azeite e, sobretudo, pelas suas maçãs. Na XV Feira, os cerca de sete pavilhões com expositores estiveram distribuídos pelas principais zonas da vila para “potenciar a actividade comercial local”. E é no sector turístico que a autarquia vai concentrar esforços, estando previsto a criação de um Posto de Turismo, uma infra-estrutura que, na opinião do presidente José Luís Correia, “já deveria estar a funcionar há alguns anos”.
Ao longo de três dias, a Feira da Maçã, Vinho e Azeite acolheu cerca de 75 expositores, espalhados pelas principais artérias da vila para “animar” a vila. Para continuar a cativar turistas e habitantes da região, o autarca de Carrazeda de Ansiães salientou que é necessário apostar no Turismo, a par da promoção dos produtos locais. “É preciso diversificar a produção do concelho e o Turismo é um produto a explorar, por isso vamos ver se conseguimos avançar com um posto turístico.” José Luís Correia frisou que esta será uma forma concertada para cativar mais visitantes e que por isso “não desistirá” deste tipo de projectos. Contudo, o autarca não avançou com uma data, nem com orçamento, apenas que o posto será um “modelo semelhante” aos existentes na região duriense.
Quanto à situação dos produtores locais, as diferenças situam-se na capacidade de escoamento. Enquanto o sector da maçã não sente grandes dificuldades em escoar para o mercado interno e externo, já o vinho e o azeite vivem dias mais complicados. José Bernardo é produtor de maçã e na sua opinião o concelho tem “potencial para plantar mais cinco hectares de pomar”. “Se tivermos água, acho que isso será possível. Estão a faltar uma ou duas barragens colectivas para regadio”, adiantou. Este ano, José Bernardo avançou que terá menos dez por cento de produção, ainda assim produzirá cerca de 900 toneladas. “As maçãs daqui são vendidas por natureza devido ao seu teor de açúcar e pelagem. Não há qualquer problema na venda, quer a nível nacional e internacional”, garantiu. Neste momento, o principal mercado externo é a Espanha e, por isso, o produtor avançou que “para o ano haverá novidades no sector, em termos de novos destinatários”.
Da maçã para o vinho, Mónica Prazeres, de Ribalonga, apresentou-se na feira com o Vinho Xara. Com uma tiragem de dez mil garrafas e apenas com comercialização interna, a produtora salientou que existe “dificuldade para colocar os vinhos no mercado”, visto que “há uma variadíssima oferta de novas marcas”. “Tudo dá a entender que vamos atravessar por tempos piores, mas estamos a trabalhar para que isso não aconteça. Apostamos na qualidade e iremos seguramente começar a expandir-nos para o estrangeiro.”
José Manuel Almeida produz azeite engarrafado há cinco anos, e as principais dificuldades que enfrenta situam-se no aumento de custos e na pouca procura. “As pessoas compram pouco e as que compram querem mais barato”. Com uma produção de dez mil litros anuais, José Manuel Almeida frisou que o “azeite comercial” tem dificultado a venda do azeite regional.

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