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Mirandela // Matadouro do Cachão em risco de fechar Por: Fernando Pires / Secção: Actual / 08-09-2010 · 3 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Um dos administradores delegados da empresa que gere o matadouro responsabiliza o próprio presidente da administração pela grave situação financeira a que chegou aquela unidade de abate e teme que, caso o seu superior hierárquico continue a não tom

Os desabafos de António Morgado, um dos dois administradores delegados da AIN (Agro-Industrial do Nordeste), cujo capital social é repartido entre as câmaras de Mirandela e Vila Flor, acontecem duas semanas depois dos 48 trabalhadores do matadouro do Cachão terem recusado abater os animais pelo atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de Julho, situação que entretanto já foi regularizada. António Morgado diz ter ficado surpreendido com as declarações do presidente da administração, António Mendonça, ao Mensageiro, alegando que está a negociar a venda da unidade de abate com um privado, quando nunca revelou tal informação aos dois administradores delegados e aos presidentes das câmaras de Mirandela e Vila Flor. “Houve duas ou três empresas interessadas mas as propostas não faziam sentido”, conta. Depois, o presidente disse que havia um angolano interessado, mas isso é bluff. Eu já não acho nada estranho, porque ele está em Lisboa e num ano só reunimos duas vezes”, afirma António Morgado que acusa António Mendonça de não tomar decisões quando lhe foram dadas instruções, na última assembleia-geral, para accionar os mecanismos necessários para tentar receber junto dos clientes as verbas que estão em dívida que já ascendem a mais de um milhão e duzentos mil euros. “Não toma decisão nenhuma, diz que vai fazer mas não faz nada e com isto grande parte das verbas são incobráveis, porque há talhos que já fecharam e outros que já estavam em contencioso mas em vez de os eliminar, manteve-os”, diz. António Morgado coloca o dedo na ferida e denuncia uma situação que também pode estar relacionada com o descontentamento dos trabalhadores do matadouro. Afirma que o presidente da administração permite que um funcionário da empresa, entretanto aposentado, “esteja a servir-se de meios da AIN e até acarreta despesas correntes com almoços, viagens, combustível, e anda a fazer-nos concorrência”, lamenta. Com esta “inércia”, este administrador delegado perspectiva um futuro nada risonho para o matadouro do Cachão e António Mendonça “poderá ficar na história como o coveiro do matadouro”, afirma. “O que ficou acordado na assembleia de Junho e os presidentes de câmara foram claros, é que ou se arranja uma solução de venda a uma empresa ou esta situação só pode aguentar até Dezembro.” No entanto, António Morgado ainda acredita na viabilidade do matadouro do Cachão, mas sem António Mendonça ao leme, porque “é necessária uma gestão organizada e rigorosa”, conclui. Contactado pelo Mensageiro, o presidente da administração preferiu não responder às acusações.

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3 Comentários Feed

A · escreveu em 08-09-2010 às 12:43:05
Fora o que não se sabe, das almoçaradas de carne que "tiram" sem ser facturada, (Antes) faziam o que queriam, saia carne para todas as casa sem serem facturas, as almoçaradas no santuário de N S Assunção. Que verganha... Não responde ás acusações porque está em Lisboa e o ordenado cai-lhe na conta..um rouba o outro cala...estamos neste pais...PORTUGAL.Vão entrevistar os trabalhadores.
anónimo · escreveu em 19-09-2010 às 17:24:48
Realmente é triste existir tantos ignorantes no país, e falar-se do que não se sabe é muito pior... Não percebo porque o senhor que escreveu o comentário não se identifica, conclusão cobardia, sim porque fazer acusações falsas é grave, ms o nosso país vive disto, inveja, ignorancia, hipocrisia...enfim.. Em resposta ao comentário, só tenho a dizer que realmente quem o escreveu deve ser uma pessoa repugnente e triste... TEMOS PENA
bovinicultor · escreveu em 26-11-2010 às 12:12:38
Segundo o Sr. Prof. António Morgado em (WWW.Brigantia.pt) afirmou "enquanto o senhor Presidente da AIN der ouvidos a uns pequenos falcões que a pouco e pouco vão delapidando e se querem apropriar daquilo com que o seu próprio pai sonhou e construiu...", só posso dar razão ao comentario de A.
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