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Bragança // Promessas “têm de contribuir para a conversão do coração” Por: Ana Preto / Secção: Igreja / 25-08-2010 · 3 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: AP
Na Eucaristia em Honra de Nossa Senhora das Graças, Padroeira de Bragança, Bispo Diocesano alertou para o facto de as promessas não poderem ser um mero exercício de sacrifício físico, mas algo que torna a vida daquele que promete mais cristã

“A nossa devoção a Maria não pode limitar-se à veneração e invocação de Nossa Senhora, deve confirmar-se pela imitação das suas virtudes”, afirmou D. António Montes Moreira, Bispo diocesano, cintando o Concílio Vaticano II, na homilia da celebração Eucarística em Honra de Nossa Senhora das Graças, Padroeira de Bragança, que teve lugar no passado dia 22, na Catedral de Bragança. Continuando a citar o Concílio Vaticano II, D. António Montes sublinhou que “a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé que nos fez reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar fielmente a nossa Mãe e a imitar as Suas virtudes”. Por esse motivo, todas promessas, à Virgem ou aos santos, em Bragança, em Fátima, ou em qualquer outro santuário, “não podem confinar-se ao âmbito restrito da dificuldade física do seu cumprimento, nem podem ser mero exercício ascético de mortificação pessoal e muito menos uma prova desportiva. Têm de contribuir para a conversão do coração, para a mudança de vida pelos sacramentos de Reconciliação e da Eucaristia”, sublinhou D. António Montes. O Bispo diocesano acrescentou que não basta ir a Fátima ou a qualquer outro santuário para “pagar uma promessa” e regressar na mesma. Ou seja, se não se frequentava a Eucaristia, continuar a estar ausente dela, ou se se andava em clima de inimizade, continuar a andar. “As promessas mais autênticas não são as que se fazem no lugar onde vivemos para ir cumprir a Fátima, ou noutro santuário. São as que se fazem em Fátima, ou noutro lugar, para tornar a nossa vida mais cristã no local onde vivemos”, afirmou D. António Montes.

Dia grande e festivo de Bragança As festas da cidade de Bragança encerraram, como é hábito, com a celebração da Eucaristia, na Catedral, e Procissão Solene, pelas ruas da cidade, em Honra de Nossa Senhora das Graças. Na homilia D. António Montes Moreira começou por dizer que o dia 22 de Agosto é o dia grande e festivo de Bragança, no qual moradores da cidade e arredores, conterrâneos residentes no país e no estrangeiro, forasteiros de perto e de longe, numerosas crianças e adolescentes que incorporaram a procissão representado santos e figuras religiosas alegóricas, Bombeiros Voluntários e Banda de Música, todos os presentes foram prestar homenagem de veneração a Nossa Senhora das Graças, Padroeira de Bragança desde 1856. A imagem, trazida da igreja a Ela dedicada, acompanhou a celebração e percorreu as ruas centrais “da Sua cidade em atitude maternal de proximidade e de bênção”, acrescentou o Bispo diocesano. D. António Montes saudou todos os presentes e teve uma palavra de deferente saudação ao presidente da Câmara Municipal e demais autarcas, autoridades civis, militares e forças de segurança, cuja presença numa celebração religiosa “enquadra-se num entendimento correcto da laicidade do Estado que valorize a dimensão religiosa como factor de promoção da dignidade humana pessoal e da harmonia e coesão social”, disse, sublinhando ainda que a “vivência religiosa não se confina ao âmbito privado da esfera pessoal. Tem direito de cidade na praça pública”. O Bispo diocesano continuou a homilia explicando que o calendário litúrgico geral da Igreja celebra, a 22 de Agosto, a Virem Maria a título de Nossa Senhora Rainha. Este é o dia da oitava da Assunção de Maria que na memoria litúrgica de Nossa Senhora Rainha continua a celebrar o mistério da Virgem elevada ao céu na plenitude do Seu Ser glorificado. “Ela que, em toda a vida se deixou governar e reger pela vontade de Deus”, é “agora nossa intercessora junto de Deus e dispensadora das graças divinas”. Os dois títulos da Virgem Maria, o de Rainha “porque plenamente identificada com a vontade de Deus na glória celeste” e o de Senhora das Graças, “porque, em união e na dependência de seu Divino Filho, Jesus Cristo, deseja comunicar-nos a graça e a salvação divina para que também a nossa vida seja governada, regida, pela vontade de Deus”. D. António Montes referiu que as leituras escolhidas para a Eucaristia ilustram o mistério e ministério da intercessão da Virgem Maria. “No Evangelho, Jesus, tomando o discípulo João como personificação de toda a Igreja, entregou-nos Sua Mãe como nossa Mãe também. “Eis a tua Mãe”, disse Jesus. Deste modo, confiou-nos ao cuidado protector de Nossa Senhora”. A segunda leitura, “que narra a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, dá conta da presença maternal de Nossa Senhora nesse momento da constituição da Igreja. Maria também estava presente no cenáculo, aguardando a vinda do Espírito Santo”. Por sua vez, a primeira leitura, “tirada do Livro dos Provérbios, faz o elogio da sabedoria de quem segue os caminhos de Deus. Foi o que Maria cumpriu em toda a sua vida”. Após a Eucaristia realizou-se a Procissão, “um rito tradicional e emotivo de passagem de Senhora pela Sua cidade”. No final da homilia D. António Montes desejou que esse rito seja “sinal de que desejamos que Ela acompanhe sempre os caminhos da nossa vida”.

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3 Comentários Feed

Serafim Falcão · escreveu em 31-08-2010 às 02:59:07
1 -“A nossa devoção a Maria não pode limitar-se à veneração e invocação de Nossa Senhora, deve confirmar-se pela imitação das suas virtudes”,

2 - “a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé que nos fez reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar fielmente a nossa Mãe e a imitar as Suas virtudes”
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Bom e oportuno esquema para os Párocos, fora das MIssas, fazerem acções de formação, explicarem, mentalizarem, formarem, educarem os seus cristãos, sobre esta palavra "devoção", aplicada não só a Nossa Senhora... Os Padres estudaram muito, diversas, exclusivas e até difíceis disciplinas, para ensinarem. Sem terem de recorrer a peritos. A nível pessoal e, de preferência, em equipa. "Ide e ensinai" (Mt.28.19)

Serafim Falcão /s.m.falcao@gmail.com
Atento · escreveu em 11-10-2010 às 19:35:24
As promessas também não se destinam a "desperdícios" em conjuntos. Se formos realistas o que se passa hoje em dia na diocese de Bragança é que os dinheiros de comissões de festas não são gastos correctamente.
o barjas · escreveu em 07-11-2010 às 00:18:02
Sendo a Diocese de Bragança-Miranda uma das mais pobres a nivel nacional, pois assim se apresenta, deve haver mais empenho da parte dos sacerdotes em colaborar, tanto com o Paço Episcopal como com o Seminário. Essas contas devem ser postas em dia, e nao em bolsos de alguns "vendedores de sacramentos" ou se melhor preferirem de "profissionais do sagrado".
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