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Bragança // Mickael e Tony Carreira nas Festas da Cidade Por: C.A.G./Ana Teixeira / Secção: Actual / 12-08-2010 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Ana Teixeira Apresentação do livro sobre Mendo Alão, sobre quem se realiza, este ano, a peça de teatro da Festa da História
Festa da História é já este fim-de-semana

“Amália Hoje”, Mickael Carreira e Tony Carreira – são estes os artistas que, este ano, de 19 a 22 de Agosto, completam o cartaz das Festas da Cidade de Bragança, em honra da padroeira Nossa Senhora das Graças. O programa religioso iniciou-se esta quarta-feira, dia 11, e culmina no dia 22 com a celebração da Eucaristia, na Catedral, presidida pelo Bispo D. António Montes, e seguida da tradicional Procissão solene, entre a Catedral e a Igreja de Nossa Senhora das Graças. Outro dos pontos altos das festividades, iniciadas a 19 de Julho com os vários espectáculos musicais realizados na Praça Camões, é a Festa da História, agendada para este fim-de-semana, de 13 a 15 de Agosto.

A representação da história de Mendo Alão

A zona histórica da cidade volta a recuar até à época medieval e a trazer ao Castelo personagens de outros tempos. Como no ano passado, terá lugar uma peça de teatro relacionada com a história da cidade, desta vez dando continuidade à história da família dos Braganções. Este ano, a Associação Bragança Histórica representa o “rapto da Princesa da Arménia”. O argumento é da autoria de António Afonso, que apresentou o livro, nesta segunda, no Mosteiro de Castro de Avelãs, o local onde se desenrolaram as passagens, datadas antes da fundação de Portugal, em 1025. “Sabe-se que passou por Castro de Avelãs e que a princesa foi filhada pelo Braganção Mendo Alão”, salientou o autor, explicando a “falta de documentação histórica para investigação”. É uma história com história, dado que no livro das linhagens existe uma “passagem sobre os Bragançãos”, explicou António Afonso. Quanto ao título da obra e também da peça de teatro que se irá realizar amanhã, dia 13 de Agosto, e sábado, dia 14 de Agosto, António Afonso explicou que o “rapto é uma figura alegórica, pois não se sabe se realmente aconteceu”. “É uma forma mística de dizer as coisas. A peça tem uma parte de ficção e uma histórica”, avançou. Para a realização da investigação, o escritor contou com uma “colaboração muito estreita” da coordenadora da comunidade arménia sedeada na Fundação Calouste Gulbenkian para “ajudar na parte da encenação”, em termos musicais e de localização da acção. Dividido em dois actos, o primeiro sobre a “ascensão e glória de D. Mendo Alão”, e o segundo sobre o “rapto da princesa da Arménia”, o livro apresenta um “grande nobre, o fundador da linhagem dos Bragançãos e o percursor de uma ligação de Portugal à Arménia”, esclareceu o vice-presidente da autarquia de Bragança, Rui Caseiro. “Temos a obrigação de dar conhecimento daquilo que foram os grandes feitos históricos que ocorreram em épocas passadas”, assegurou. Neste âmbito, a Festa da História pretende “valorizar” os factos históricos de Bragança com a “recriação de acontecimentos que foram ocorrendo ao longo daquele tempo”, referiu o vice-presidente. Dada a importância conferida a esta figura do passado, Rui Caseiro avançou que será colocado um “monumento escultórico alusivo ao casamento numa das rotundas que irá surgir em breve na cidade”, em concreto no final da avenida Luciano Cordeiro. Quanto ao evento, Rui Caseiro garantiu que Bragança “está preparada” para acolher mais uma Festa da História, salientando o “reforço de actividades” presentes no espaço. “Este ano será uma feira ainda mais interessante.” Para colmatar os problemas de circulação, serão colocados, a partir de amanhã, sexta-feira, um transporte público que irá fazer o percurso até ao Castelo, durante o período da feira, de meia em meia hora. Este ano, a peça de teatro será apresentada em dois dias, 13 e 14 de Agosto, e terá o custo de um euro de entrada. Ao longo dos três dias haverá Dança e música medievais, exposições e mercados, jogos e torneios, personagens trajadas a rigor e teatro de rua, malabarismo, circo, gigantes, duendes e bruxas. As festas da cidade contemplam ainda um vasto programa de actividades culturais, recreativas e desportivas. Destaque para o dia 21 de Agosto em que se realiza a tradicional achega de touros, no campo do Trinta, bem como o concurso concelhio de bovinos de raça mirandesa. O mediático Tony Carreira encerra as festividades, no dia 22, dia do grandioso Arraial.
As Festas da Cidade de Bragança são organizadas pela câmara municipal, pelas duas juntas de freguesia da cidade (Sé e Santa Maria), e pela Comissão Fabriqueira da Igreja de Nossa Senhora das Graças.

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1 Comentário Feed

7xcético · escreveu em 14-08-2010 às 03:26:48
Precisaríamos de encenar o recuo à Idade Média, quando todo o aparato e discurso subjacentes a estes projectos nada mais fazem para além de nos reportar para um pensamento obscuro, promíscuo e provinciano?
Oh Senhores! Tantos museus potencialmente interessantes sem suporte científico, tanto património desvalorizado e cristalizado, mas o vosso caminho continua o "folclore" e o pitoresco. Mais uma "cagada escultórica" novecentista paga a bons dinheiros a mais um burguês de esquerda (tipo José Rodrigues) em mais uma bela rotunda!
Que sui geniris cartaz festivo nos apresentam, capaz de fazer corar a nossa estimada padroeira!
Betão e dançar "pimba", que rota tão pouco democática.
É este o prgrama cultural para a cidade de Bragança, capital de distrito, e com ânsia de afirmação nacional e internacional?!

Como me doi a alma de ver definhar a minha terra!
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