Bragança // Ensino do português está a crescer na China Por: / Secção: Actual / 12-08-2010 Imprimir Enviar a um amigo
Protocolo entre institutos prevê também a ida de docentes e estudantes do IPB a MacauA cidade de Bragança acolheu, durante a semana passada, um grupo de estudantes da China, no âmbito do programa de internacionalização do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Os alunos encontram-se, actualmente, a frequentar uma licenciatura em Língua Portuguesa no Instituto Politécnico de Macau (IPM), uma situação que reflecte a procura elevada que a língua de Camões tem no território chinês. O protocolo estabelecido entre as duas instituições prevê ainda um intercâmbio de docentes, estando prevista a ida de professores do IPB para Macau. Pode ser chamado de “Erasmus Lusófono”, pois a língua portuguesa está no cerne da iniciativa. A parceria constituída entre o IPB e o IPM resultou, em primeira instância, na visita de dez estudantes à cidade de Bragança. Aqui, os alunos puderam ver a região, a cultura e aprofundar um pouco mais a língua portuguesa. “Quero conhecer as paisagens de Portugal. Fica tão longe da China, acho que é diferente”, sublinhou a aluna, Marília Ma, acrescentando que gostaria de ser “professora de português”. “Eu gosto muito de línguas. Tinha duas alternativas, mas escolhi a portuguesa, porque é mais difícil”, dando como exemplo a gramática. Já Octávio considerou o português “belo”, demonstrando a sua vontade de “estudar uma língua da família latina”. Para o estudante, o mais “difícil de aprender” foi a História de Portugal e é por isso que, com esta estadia, que se irá prolongar até 4 de Setembro em terras lusas, quer “aprender melhor a realidade e os monumentos históricos do País”. Depois da primeira paragem em solo transmontano, os estudantes rumaram a Lisboa e, depois, seguem para Almeirim, onde irão continuar com um contacto mais próximo da língua e costumes nacionais. No entanto, com o protocolo firmado, o IPB vai ainda “assegurar a requalificação de escolas portuguesas em Macau e fornecer um conjunto de docentes para ensino do português nos politécnicos e nas universidades da China”, frisou o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira. O processo inerente a este intercâmbio de docentes será discutido no próximo encontro da associação das universidades de língua portuguesa, a realizar em Setembro, em Macau. O também presidente do Conselho Coordenador dos Presidentes dos Institutos Politécnicos garantiu que é vontade do IPM receber alunos de Bragança. De acordo com o professor de português no IPM, Cândido Azevedo, a China “não tem falta de docentes”, porque, justificou, “há já 16 universidades no País com cursos de português”. O número reduzido de alunos por turma é um indicador da exigência das instituições de ensino. “Todos aqueles que entram para a universidade de Pequim, o governo vai buscá-los, ou para carreira diplomática, para o governo ou para adidos culturais. Foram escolhidos para estudar português, porque vão ser os próximos diplomatas para os países lusófonos.”

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