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Bragança // Encerramento de escolas gera discórdia Por: Carla A. Gonçalves / Secção: Actual / 16-07-2010 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Arquivo Autarca teme que a fusão do Agrupamento de Izeda com a Escola Abade Baçal dite futuro encerramento daquele agrupamento
Autarquia discorda do possível encerramento da escola de Espinhosela, de Samil, Zoio e do Toural, e da fusão do Agrupamento de Izeda com a Escola Secundária Abade Baçal

O município de Bragança não concorda com o possível encerramento das EB1 de Samil, Espinhosela, Zoio e Toural, assim como com a fusão do Agrupamento Vertical de Izeda com a Escola Secundária Abade Baçal, e queixa-se de estar a receber essas informações de forma informal, via comunicação social e comunidade em geral. Em comunicado à imprensa, Jorge Nunes, presidente da câmara, diz não ter havido qualquer contacto prévio, da parte do Coordenador de Equipa de Apoio às Escolas, com o município, conforme tinha sido previamente acordado. “O reordenamento da rede escolar e o arranque do ano lectivo de 2010/11 do concelho de Bragança têm gerado controvérsia e insegurança devido à pouca clareza com que este processo tem decorrido”, apontou Jorge Nunes. O município discorda com o possível encerramento da escola de Espinhosela, Samil e Toural, bem como com a fusão do Agrupamento de Izeda com uma escola secundária. No caso da EB1 de Espinhosela, o autarca aponta a distância do percurso a realizar, as condições climatéricas da região, factores de coesão territorial e de sustentabilidade, como motivos para a manutenção daquele espaço. “A escola de Espinhosela abrange uma vasta área geográfica que obrigaria um aluno da aldeia do Zeive, que actualmente faz o percurso de 12 quilómetros até à EB1 de Espinhosela, em 18 minutos, a percorrer um percurso de 30 quilómetros até Bragança, em 45 minutos em cada viagem, com as condições viárias e climatéricas adversas em praticamente todo o ano lectivo”, apontou. Já relativamente às escola de Samil e do Toural, a autarquia nota que foram realizados ali “esforços significativos de investimento, em termos de equipamento, na procura de oferecer melhores condições aos alunos”. No caso do Agrupamento Vertical de Izeda, o município considera que a fusão com uma escola secundária da cidade é uma forma de “mascarar, de certa forma, o seu posterior encerramento”. Neste momento, um aluno residente numa aldeia circundante a Izeda, como Macedo do Mato, percorre 7 quilómetros até à escola de Izeda, demorando cerca de 11 minutos. “Se esse aluno tiver de se deslocar para Bragança, percorrerá 64 quilómetros e demorará 96 minutos em cada viagem”, exemplificou. Para além disso, há ainda outras questões “evidentes” da “coesão territorial, da sustentabilidade do município, da sobrevivência e da dinâmica económica desta vila, e, obviamente, dos postos de trabalho existentes”. A câmara considera, por isso, que as iniciativas da Direcção Regional de Educação devem ser adiadas até “análise conjunta das várias alternativas, dando tempo de ponderar e oferecer melhores condições aos alunos e à comunidade escolar”. No concelho de Bragança, existem, actualmente, 20 escolas do primeiro ciclo, estando em fase de finalização a construção dos dois centros escolares da cidade.

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1 Comentário Feed

João · escreveu em 16-07-2010 às 11:53:36
É uma vergonha o que andam a fazer estes senhores, que de educação não percebem nada. O País tem que se revoltar como já o fez anteriormente...
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