. // O Estado poupa com a Igreja Por: / Secção: Editorial / 18-04-2010 · 2 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
.A Igreja, desde sempre, desempenhou um papel importantíssimo no apoio aos mais necessitados. Fá-lo, não por filantropismo, mas por fidelidade ao Evangelho. “Tudo o que fizerdes a um destes mais pequeninos a Mim o fazeis”, disse Jesus aos seus discípulos. Nos primórdios do cristianismo, os Apóstolos sentiram a necessidade de organizar o serviço de apoio aos mais necessitados de então, os órfãos e as viúvas, e confiaram esse encargo aos diáconos. Na Idade Média, eram os conventos que matavam a fome aos indigentes, acolhiam os órfãos e ajudavam os mais necessitados. Ao longo dos séculos, o Espírito foi suscitando na Igreja homens e mulheres que descobriram o rosto de Cristo nos mais pobres, como S. João de Deus, S. Vicente de Paulo, ou a Madre Teresa de Calcutá, que lançaram e dinamizaram diversas iniciativas que perduram até aos nossos dias. Hoje, são inúmeras as instituições ligadas à Igreja, desde as Misericórdias aos Centros sociais e paroquiais, que continuam a garantir o serviço aos mais necessitados, substituindo-se ao Estado na sua obrigação da assistência social aos cidadãos. Na nossa região, são poucas as instituições de solidariedade social que não estão ligadas à Igreja. Durante esta semana, o jornal Público divulgou um estudo da Universidade Católica, sobre a Acção Social da Igreja, que veio revelar que o Estado financia mais de metade dos gastos da Igreja na assistência aos mais pobres, quase sessenta porcento. Ou seja, o governo português poupa milhões de euros ao confiar a sua Acção Social a instituições ligadas à Igreja, pelo menos quarenta porcento, que são suportados pelas instituições que são subsidiadas. Mas, para além dessas, há muitas que desenvolvem um importante papel nessa área, que não recebem um cêntimo do Estado. São cerca de metades das que responderam ao inquérito da Universidade Católica. Para além disso, muitas das instituições que estão nas mãos da Igreja, se estivessem sob a alçada do governo, exigiriam verbas muito superiores para o seu funcionamento. Existem bons exemplos que comprovam como as instituições particulares de solidariedade social conseguem fazer muito mais com menos dinheiro do que as instituições estatais, sem diminuir a qualidade de atendimento aos seus utentes. Há mesmo respostas sociais que foram estatais e que agora estão confiadas à Igreja, funcionando tão bem ou melhor do que antes, com um encargo muito inferior para o orçamento do estado. O estudo da Universidade Católica veio revelar o importante papel desempenhado na área social, pela Igreja, sem contudo escamotear algumas tendências, que merecem uma maior atenção por parte dos responsáveis eclesiais. Uma delas é a profissionalização das instituições de solidariedade, com o recurso à contratação de técnicos, que garantem uma maior eficiência e eficácia às instituições, mas, segundo parece, estão a distanciar essas instituições da comunidade eclesial e fazer com que o voluntariado cristão tenha uma menor presença nelas. Compete aos dirigentes garantirem que as normas da Segurança Social sejam respeitadas, que o quadro técnico seja o exigido pela resposta social, mas que não se dispensem os voluntários nem se permita o divórcio com as comunidades eclesiais.

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2 Comentários
Os grandes apoios vão para amigos dos job for the boys e IPSS com relações próximas a presidentes do Partido Socialista, esta é a realidade, basta ir ao terreno.
Ha tanta coisa escondida - então quando o clero se mistura com os sociais democratas e fazem campanha rispida e louca - alguma coisa está mal - dei apenas um exemplo.
Tou a ver que queres algó pra alguma instituição mas assim não bais lá.
cuidado - observo-te