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Distrito de Bragança // CTT propõe protocolo à Junta de Argozelo Por: Carla A. Gonçalves / Secção: Actual / 12-03-2010 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Ana Preto Foto Arquivo
Junta foi abordada para assumir responsabilidades de gestão mas acordo foi recusado

A Junta de Freguesia de Argozelo foi abordada pelos responsáveis dos CCT para assumir a gestão daquele serviço na vila. Já há uns meses, outras juntas do concelho de Bragança se queixavam de terem sido contactadas para assumir a distribuição do correio nas localidades, uma proposta que tem sido feita em vários concelhos do país. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Comunicação chegou a apelar às autarquias e juntas para que não aceitassem qualquer tipo de acordo, por considerarem que poderiam ser colocados em causa os seus postos de trabalho. A Junta de Argozelo também está “preocupada” com a situação e já afirmou que não irá assumir a gestão, por considerar que os CTT, como empresa pública, não podem determinar a sua estratégia e actividade com base em “critérios economicistas”. Num comunicado enviado à imprensa, a autarquia de Argozelo exige a manutenção daquele serviço público, quase antevendo um possível encerramento. “Conscientes de que estamos a exigir um Serviço Público a que temos direito e não uma esmola, como alguns nos tentam fazer crer, exigimos a manutenção da Estação dos CTT de Argozelo, incluindo a sua abertura tanto na parte da manhã, como da tarde. Tudo faremos para que não se pratique mais uma profunda injustiça para com as gentes da nossa terra”, escreve o presidente da Junta, Francisco Lopes. O autarca considera que o serviço é “fundamental” para o desenvolvimento de actividades económicas, sociais e culturais, não só na vila de Argozelo, mas também para uma vasta área que engloba freguesias vizinhas. “São serviços de primeira necessidade para a garantia do bem-estar da população”, apontou o autarca.

Carteiros ameaçam com greve

Ainda na semana passada, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações anunciou que os profissionais passariam a cumprir horário de trabalho de forma rigorosa. A medida foi anunciada após uma reunião com os trabalhadores, em que foi decretada greve ao trabalho suplementar. O sindicato queixou-se ainda da falta de funcionários suficientes para assegurar todo o serviço e da imposição de trabalho suplementar que não é pago. Em Janeiro deste ano, face às múltiplas queixas apresentas por algumas juntas de Freguesia relativamente aos alegados atrasos na correspondência, fonte dos CTT assegurou que o serviço postal universal do distrito está garantido com 94 carteiros, apoiados por 73 veículos ligeiros e quatro motociclos.

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1 Comentário Feed

Hugo da silva · escreveu em 14-03-2010 às 00:30:11
Pois isto é a pura realidade do pais que vivemos, temos mais directores nos CTT do que carteiros que mais falta fazem o sr carteiro, com chuva frio sol ganha os seus 800€, mas em contrapartida os srs directores não sei de que que dizem que gerem os recursos humanos têm direito a carro telem e claro andam mal com "míseros" 2200€...COITADOS!!!
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