Mirandela // Teatro de revista cancelado por falta de alvará Por: / Secção: Actual / 24-02-2010 · 2 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
Auditório Municipal sem licença para realização de determinados eventosO Auditório Municipal do Centro Cultural de Mirandela não tem alvará para a realização de espectáculos culturais. A denúncia parte de uma produtora, dirigida pela actriz Marina Mota, que tinha marcado um teatro de revista para esta sexta-feira, mas teve de o cancelar após a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) ter recusado passar a licença para a realização do evento. “Isto agora ou vai ou marcha” era a peça que aquela produtora tinha proposto ao Município transmontano, para ser levada à cena no auditório municipal, com a receita de bilheteira a reverter integralmente para a empresa. Depois da resposta negativa do IGAC, a produtora contactou o pelouro da cultura da autarquia e “disseram-nos que de facto a sala não tem alvará”, revela Marina Mota. Como o Município diz que não se responsabiliza, “só me resta cancelar o espectáculo” avança a actriz. “Incorro numa multa enorme e podem retirar-me a licença enquanto produtora e promotora de espectáculos”, acrescenta. Confessa que esta é a primeira vez que se depara com este tipo de situação. “Nunca me aconteceu porque não faz sentido entrarmos em contacto com uma entidade responsável de um espaço, acordarmos condições, e todas as conversas serem efectuadas, marcarmos uma data e, de repente, não tenho licença.” A actriz diz que a produtora já teve algumas despesas, nomeadamente, os cartazes a anunciar o teatro de revista e espera que a autarquia tenha isso em conta. “Trabalhamos com uma calendarização. Se este espectáculo está marcado há um mês, agora já não vou para outro sítio. O natural seria eu pagar aos técnicos e bailarinos. E o mais grave de tudo isto é o público ficar com uma imagem de nós negativa”, diz Marina Mota que admite pedir uma indemnização. A vereadora da cultura da câmara de Mirandela confirma que não foi renovado o alvará do auditório municipal, porque o espaço “já está obsoleto para a realização de espectáculos de grande dimensão”, conta Maria Gentil. A vereadora explica que, há cerca de um ano, houve uma inspecção da IGAC que chamou a atenção para a necessidade de serem feitas algumas alterações para poder renovar o alvará. “A IGAC tem conhecimento que o espaço está a ser alvo de obras de remodelação e ampliação, depois de aprovada uma candidatura para o efeito”, explica. Maria Gentil diz ter avisado, via telefone, o produtor executivo de que o espaço não teria as condições desejadas para este tipo de espectáculo, “mas a produtora nunca se interessou em ver in loco a situação”, conta. Quanto às actividades culturais que continuam a acontecer, no auditório municipal, “são da responsabilidade do Município e a IGAC tem conhecimento delas”, conclui. Esta versão foi confirmada pela IGAC. Fonte daquela entidade referiu ao Mensageiro que, após a última inspecção, verificou-se que o espaço “carecia de algumas beneficiações”, pelo que a renovação do alvará “ficou pendente até à realização de obras” que a IGAC diz já ter conhecimento que vão ser concluídas a breve prazo O que parece certo é que o teatro de revista foi cancelado: Marina Mota, Carlos Cunha e outros actores da companhia recusam-se a marcar presença numa sala que não tem alvará.

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2 Comentários
Caro Fernando Pires:
Esta frase, com que finaliza o artigo bem elaborado e informativo, como deve ser o papel de um jornalista, foi a mancha que borrou a "toalha". Não havia necessidade. Está a mais! A não ser que se pretenda, que os leitores tirem conclusões subjectivas sobre a responsabilidade da vereadora ou da autarquia, o que não é verdade. Toda a gente sabe que a referida companhia, sabia da falta de licenciamento do anfiteatro ( foi informada pela vereadora) e a única coisa que a movia era o preenchimento de um dia de espectáculo próximo de Braga, local onde irá actuar, no dia a seguir ao previsto para Mirandela. A empresa visou apenas rentabilizar mais um dia, ainda por cima a custo zero, já que a Câmara não cobraria um cêntimo à referida companhia.
Por isso, com todo respeito que me merece, como jornalista da escrita e de locutor de rádio, (considerando-o um dos melhores), não havia necessidade de fechar com uma frase tão paradigmática e cheia de intencionalidade.