Página Inicial | Segunda-Feira, 6 de Setembro de 2010

Carção - Vimioso // Uma rapariga na aldeia Por: Andreia Custódio / Secção: O Olhar / 11-02-2010 · 30 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Andreia Custódio Sara Afonso na padaria dos seus pais
Jovem sente apego à terra onde sempre cresceu e ao lar no qual se sente bem, mas, “mais tarde ou mais cedo”, quer partir, para experimentar essa outra vida, “lá fora”

Num tempo em que são poucos os jovens transmontanos que ainda vivem e trabalham numa aldeia, Sara Ana Macedo Afonso, jovem de 21 anos, mora em Carção, concelho de Vimioso. Esta aldeia, durante a semana, se torna quase uma terra “ fantasma”; terra pela qual tem carinho e respeito. Os jovens, que, tal como Sara, sonharam com uma vida profissional diferente das actividades tradicionais do mundo rural, partiram. Sara também tem, ainda, esse sonho. Chegou a “partir”, mas regressou e agora tenta encontrar o caminho, dividida entre “dois mundos”. Sara frequentou o Ensino Superior, editou um livro e está já preparar já um outro, “mais elaborado”, conta-nos. Mais do que um “lugar seguro”, onde se sente bem e é feliz, a aldeia é também uma das suas fontes de inspiração. Mas, Sara sente também o apelo de conhecer outros mundos e viver outras histórias. “Sou uma pessoa feliz” frisou. É nova, tem a vida toda pela frente e já é escritora de um livro: “Enquanto o tempo quiser”. Nasceu em França, onde os pais emigraram quando eram ainda muito jovens. Veio para Carção com dois anos de idade. Desde então, vive com os pais, e, actualmente, ajuda-os no negócio da padaria. Não recorda os anos passados na França, lembrando-se de crescer, estudar e ter amigos em Carção, uma aldeia que só tem pessoas com as quais pode partilhar momentos próprios da juventude nos fins-de-semana, ou nas férias. Os amigos de Sara estão a estudar fora, na maioria. Não há muitas pessoas da sua idade a viver na aldeia. Carção tem principalmente idosos, com filhos no estrangeiro sobretudo em França e Espanha. As pessoas emigraram quase todas à procura de uma qualidade de vida melhor. Outros foram estudar e ficaram a viver no litoral, em cidades grandes ou pequenas, mas, na maioria distantes da terra natal. No entanto, no Verão, Carção é uma aldeia repleta de gente nova que regressa. “Qualquer carçonense sente que tem de regressar sempre, acabam todos por virem cá”, refere, acrescentando que só tem pena que alguns naturais, que chegaram a lugares sociais de relevo no país, não façam mais por esta aldeia que Sara sente no sangue. A jovem descreve Carção como “ a aldeia fantasma”, durante a semana. Nos fins-de-semana há bastantes adolescentes, mas que não têm qualquer distracção. Segundo indica, seria importante a criação de mais iniciativas, que já existem noutras aldeias, algumas mais pequenas, para poder dinamizar aquele lugar e fixar mais população, durante o ano. “ Podiam organizar festas ao fim-de-semana, por exemplo. Nunca acontece nada aqui”, explica. Nunca a não ser no Verão, quando chegam os emigrantes. Então sim, há festas, mas não é a essas que Sara se refere. O que desejava para valorizar a terra era um espaço de maior convívio quotidiano, de encontro jovens e não só. É que, além do café, não há mais nada. Apesar disso, gosta do local onde vive. “Gosto disto, é calmo, é diferente.” É única jovem solteira na aldeia durante a semana, mas não esconde o gosto que tem pela terra. Este mundo rural permite “ter conhecimento das coisas”, sob outro ponto de vista, como, por exemplo, saber “ que um pacote de leite vem da vaca e não do supermercado” diz Sara Afonso, sorridente. “ Há muitas crianças que desconhecem esta realidade”. Viver na aldeia, oferece assim, alguns privilégios, respirar o ar puro e usufruir de uma liberdade diferente daquela que se vive nos centros urbanos, com todos os constrangimentos de tempo e espaço que a vida, nesse locais, tem. A sua rotina diária resume-se a ajudar os pais na padaria. Assume ter outras actividades como passear, visitar as amigas em outras terras. Não sente solidão. A Internet, a facilidade de transporte são ligações a um mundo diferente, no qual já viveu. Frequentou a escola primária na aldeia. Aluna de sucesso, seguiu para Vimioso e depois para Bragança para acabar o secundário. Ainda frequentou um ano a Universidade de Trás-os-Montes de Alto Douro, mas desistiu por várias razões académicas e problemas pessoais. Foi nessa altura que conheceu uma amiga que tinha editado um livro. Desse conhecimento surgiu a oportunidade de editar também um conjunto de poemas, alguns dedicados a Carção e a pessoas da aldeia. Desde cedo sente o apelo da literatura e o seu maior sonho é viver dessa arte. A fotografia é outro dos seus interesses e, também para isso contribuiu muito as paisagem rurais, a natureza circundante, a beleza dos recantos que Sara considera evidente, para qualquer pessoa.

Sonhar com “outra vida”

Viveu durante aproximadamente um ano em Vila Real, onde foi “ bastante difícil habituar-se” por estar longe de casa. Vinha durante aos fins-de-semana, e não sentia, por isso, tantas saudades de casa. Mas ambiciona um futuro diferente. Pretende continuar os estudos académicos na área do cinema, literatura, fotografia (ainda não sabe bem) e viver numa cidade, quem sabe um dia, que a fizesse sentir feliz. A sua futura profissão tem de estar ligada aos seus interesses. Para Sara, fazer algo sem gosto, não é uma solução de vida. Poder viver da literatura é o seu maior sonho. Prosseguir os estudos é um objectivo mais imediato desta jovem que tem algum receio de ir para as cidades metropolitanas. “ Não posso ir logo de oito para 80”. Por um lado deseja experimentar coisas novas e por outro não se vê passar “ de uma aldeia pequena para uma cidade grande”. Perante o escasso trabalho que as aldeias rurais oferecem, reconhece que tal fenómeno acabará por ser “inevitável”. A juventude chama mais alto e sente vontade de viver outras aventuras a permanecer na aldeia. “Sonho conhecer novas coisas”. Mas sem nunca esquece a aldeia onde vive, à qual pretende sempre voltar.

“ Enquanto o tempo quiser”

Adepta da literatura sempre teve paixão pela escrita. Os tempos livres são passados principalmente em casa por ser “caseira”. “ Quando tenho tempo, escrevo, e ocupo-me bastante a escrever.” Começou a escrever alguns poemas relacionados com amor, amizade, e a terra. “ Se tenho muita inspiração naquilo que faço deve-se ao sítio onde estou porque realmente isto inspira-me. “No início não gostava de mostrar o que escrevia, mas depois foi ganhando alguma confiança. Com receio, “ resolvi arriscar” e editar o livro. “ Não quero chamar-lhe poesia, porque não rima”, explicou. Para Sara escrever e colocar em letras “o que vem de dentro”. A editora Corpos no Porto aceitou publicar o livro. Foram editados 300 exemplares. “ Comprei metade e vendi uns 100. Outros ofereci-os”. A edição do livro revelou-se “ um dos momentos mais felizes da minha vida”. Após a edição do livro, participou na Revista Almocreve. O responsável pela revista, Paulo Lopes, convidou-a para escrever alguns dos seus poemas num jornal de poemas Brasileiro que tem a colaboração de descendentes de Carção, amigos do responsável. Esta oportunidade também revelou-se “única” e o envio de um poema foi logo reencaminhado rumo Brasil. Espera-se a edição do próximo livro, um romance, que permanece ainda inacabado.

Poema do livro “ Enquanto o tempo quiser”, dedicado a Carção

Terra Minha!

Ficas perdida no meio do nada

Pareces abandonada,

Mas não..

Existe mais vida em ti,

Que no resto do mundo!

Tudo em ti

É verdadeiro,

É genuino,

É puro!

Terra minha,

Aquela em o que o tempo parou,

Terra minha

No meio dos montes e dos rios.

Tudo respira

Tudo transpira

Sonho

Paz

Alegria...

Terra dura e fria,

Morte daqueles que trabalham nela!

Voa,

Rasteja,

Cavalga,

Anda...

Mundo,

Terra abençoada e castigada

Terra que vê sol e tempestades

Terra que ama e odeia

Terra que dá e tira

Terra do orgulho,

A minha terra!

Sara Ana Macedo Afonso

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30 Comentários Feed

Oserrano · escreveu em 11-02-2010 às 18:23:04
Sensibilizou-me muito este “Olhar”!
Retrata, na sua essência, quais os problemas da Juventude no Interior do País, ao mesmo tempo que mostra os porquês de uma desertificação humana em ritmo cada vez mais acelerado!
Vamos andando que o lugar onde vive é um lugar seguro, mas também por estar cada vez mais isolado é fruto apetecível para os gangues organizados que por aí andam e que têm por base a “terra de ninguém”, ou seja os locais não governamentais super vigiados, os estádios de futebol que tem tantos polícias como assistentes, as zonas habitacionais onde mora gente que não ocupa cargos públicos.
Graças a Deus que a jovem resolveu voltar e não ficar da parte da lá dos Pirinéus, como tantos jovens que só cá vêm porque os pais assim o fazem e os avós ainda estão vivos.
Depois….
Enquanto o tempo quiser a Sara vai ficar por lá, por aquele recanto onde pode aparecer um “príncipe” ou um político, de 4 em 4 anos!
Escreva mais Sara e não desista.
Procure quem a apoie.
Diga-lhes que tem direito a viver bem, na sua terra, juntamente com a comunidade local que resiste ao tempo.
E escreva. Escreva sempre que a alma lhe doa!
Até porque escreve bem, no meu humilde entender
Johanna Ferreira · escreveu em 11-02-2010 às 21:44:36
Génial.
Tenho uma prima GENIAL !!!!!!

joana
Joana Ferreira · escreveu em 11-02-2010 às 22:10:20
Génial!
Puis un GENIAL presse


                                   Jane Doe

(ta cousine)
MACEDO · escreveu em 11-02-2010 às 23:46:26
O meu comentario é que sou muito orgolhosa de ti ,e que te encurago vivamente a perseguires o teu sonho realizo vive- o ,o mais fundo de ti tu meresses és uma raparigua muito gentil generosa honesta agradavel e sensible eu amo-te por tudo o que tu es . Seria umas das mais felizes das tuas tias .Continua e consegue muitos beijinhos
anonimo · escreveu em 11-02-2010 às 23:56:31
bela aldeia...muito talento...parabens!!!!
Marina Fernandes · escreveu em 12-02-2010 às 01:05:35
Muito bem Sara!!!! Gostei de ver :)
Beijoka, tu mereçes
lio · escreveu em 12-02-2010 às 01:51:09
muito lindo e sentimentos fortes e amorosos da terra onde se vive.. que e muito raro em londres onde vivo...........
Rosalie Reis · escreveu em 12-02-2010 às 10:27:34
aqui esta um belo exemplo de vida!
a vida tem de ser vivida, transformar os nossos sonhos em realidade e nao perder tempo a fazer o k toda a gente faz!
viva a diferença!

um grande beijo para a minha Sra que sempre me deu a mao quando precisei!
obrigada por seres tu!

bjo
isabel macedo · escreveu em 12-02-2010 às 12:25:46
Encorajo-te vivamente a seguires essa direcção. Continua não te deixes perturbar ou desconcentrar do teu ponto final, porque mereces. Uma rapariga como tu, és a mais gentil com a tua família e todas as pessoas a mais fiel, corajosa, séria, honesta, trabalhadora e sensível . Vai para a frente, eu sei que vais chegar ao que tu queres e seria muito orgulhosa de ti. Tu és um exemplo, um modelo que deixaste os teus estudos para ajudares os teus pais nesses momentos difíceis. É por isso que te admiro e te amo muito. Beijinhos da tua tia e dos teus primos Sylvia e do David que se juntam a mim para te felecitarem por o teu livro, e esses poémas dedicados à tua família obrigada.
Guilherme · escreveu em 12-02-2010 às 21:29:56
Só vejo adjectivação positiva nestes abstractos comentários. Tanta palavra para uma tentativa de demonstração de afecto. Eu cá sou simples.
Gosto da pessoa que te tornas-te. Já és adulta, dona do teu destino. A minha amizade compele-me a dizer-te que estarei sempre lá. Mas se não tiver, queria estar.

Deixo um abraço, daqueles de putos e amigos.

Guilherme Costa

habitante da Galaecia · escreveu em 12-02-2010 às 21:49:50
verdadeiramente, uma das coisas que me causa mais mágoa é ver o interior ao abandono e sem gente. Gostava de ver as aldeias de novo com gente, com projectos agrícolas e outros, que permitissem dinamizar de novo o interior. Tenho mesmo pena de ver as doces aldeias de Vinhais esquecidas, envelhecidas onde o tempo não passa...
sofia alexandra ribeiro sabio · escreveu em 12-02-2010 às 22:28:01
ola linda...
gostei de ler a tua entrevista,vejo k estas muito feliz.,ainda bem k estas conseguir alcançar todos os teus objectivos. beijinhos tudo de bom é o k esta amiga e ex colega te deseja
Sofia Sábio
ps:espero a oferenda de um livro autografado por ti lol
Déboraa · escreveu em 13-02-2010 às 01:18:55
Parabens!!!

EsperO que des "bons" motivOS, para que apareças mais vezes, pois é sempre bOm ver e ler coisas tão unicas comO as TU escreves!!

Adorei o teU livrO : Enquanto o tempo quiser"

Fico a espera de mais!!! eheh

bejinhOs*

amO'te maninhaa =DD
joao david barreira · escreveu em 13-02-2010 às 23:07:41
muito interessante esta entervista
deviam fazer mais nestas regioes mais isoladas
Serafim Afonso · escreveu em 14-02-2010 às 23:21:11
Sara, vivi em Carção nos anos 53, 54, 55, 56, fiz aí a primária na escola que o Sr. José António dos Santos mandou construir. meu pai nasceu em Carção e eu tenho muito amor á terra. Tambem sou Afonso alcunha (Checas). Saí com dez anos de idade e hoge de Carção só tenho boas lembranças. Dos dias de Neve. Da ceifa e do cheiro do Feno, do Trigo e do Centeio. Das malhadas na eira de S. Roque. das noites dormidas ao relento contando as estrelas, para guardar os cereais, os figos, os melões.... Guardar de quem? não havia ladrões...
Saudades dos sabores das uvas, maçãs, ameixas, morangos, dos niscaros, do pão no lagar com azeite, das alcaparras, do rebusco das castanhas, das espigas, do pão acabado de coser, dos figos, das amoras de valdecovo... e os cantares das gentes de Carção nos Reis, na quresma, nos teatrinhos na igreja, à sagrada família nas casas das pessoas, no mês de Maio á Virgem, etc, etc, etc. Só coisas boas, A sua hora chegará, e o foturo a Deus pertense, mas os dias que viver em Carção jamais serão por si esquecidos. Acredite
Felecidades
S. A.
SARA ANA MACEDO AFONSO · escreveu em 15-02-2010 às 14:16:56
olá!
desde já quero agradecer a todos: a minha querida familia, aos loucos dos meus amigos e tambem a todos os conhecidos e desconhecidos;tantos elogios, tanto carinho e tanta força e tantas palavras de encorjamento...é muito bom!
sinto-me realmente muito feliz por ter conseguido passar a minha mensagem através desta reportagem,como é obvio que para além de me promover,o meu objectivo era também mostrar que viver e amar a aldeia não é motivo de vergonha mas sim de orgulho,amor e respeito;isto tudo só o consegui graças à minha prima ANDREIA CUSTÓDIO que se lembrou de mim e fez com que este meu singelo discurso aparecesse neste jornal.um muito obrigada e PARABÉNS! carção também deve estar orgulhoso delai!
VIVA CARÇÃO!!!!

por muito pequenos que sejamos,vale sempre a pena falar!!!!

muito obrigada a todos....ENQUANTO O TEMPO QUISER...SONHAR é prioritário!!!!
familia bonvoisin · escreveu em 17-02-2010 às 15:30:27
felicitations pour ton interview passé dans le journal.c est très bien! continue comme ça on est fier de toi.
bisous
catarina · escreveu em 17-02-2010 às 19:20:36
ola amor..vim só deixar a minha marca...tudo o que te poderia dizer ou quereria dizer tenho vindo a dizer ao longo do tempo..pelo que não vou expor aqui um grande discurso..não faria sentido. No entanto, ficam os meus parabéns pela entrevista, da qual já anteriormente te falei..sabes que espero sinceramente que alcances o que desejas e sempre te darei o meu incentivo para que tal seja um dia realidade.bjnh
António Santos · escreveu em 18-02-2010 às 18:54:56
OLÁ SARA
Não é, para mim, nada fácil tecer um comentário despido de sentimentos de amizade e dissociado da pele de Presidente da Junta de freguesia de Carção.
O Toni tem o prazer de ser um teu amigo. O Presidente da Junta é uma pessoa que estará sempre disponível para te apoiar na tua incursão pela poesia e pela prosa.
Por mero acaso, estes dois são a mesma pessoa e, quer numa como na outra pele, sinto um orgulho imenso em te ter como amiga e como patrícia.
…Acredito que sejas uma menina/moça/mulher feliz porque nem tu és uma pessoa exigente e, temos que reconhecer, CARÇÃO dá-nos muito do que necessitamos para sermos felizes.
Admiro-te, acredita, pela tua capacidade para trabalhar com os teus pais e, com 21 anos, continuares a viver nesta terra após teres conhecido outras paragens.
Mereces de facto ser muito feliz.
…Estou à espera de ler um capítulo.
Parabéns pela modéstia e pela simpatia e parabéns pelo que dás, pelas obras…, sem pedires.
Minha amiga o amigo estará sempre por perto.
Oserrano · escreveu em 19-02-2010 às 17:39:31
Bom, Sara!
É já uma saborosa vitória ver amigos à sua volta.
Diz o Sr. Prs. da Junta estar à espera de ler um Capítulo!
Eu quero ler o trabalho todo, por inteiro. E irá, posteriormente para a minha biblioteca, bem juntinho a todos os Escritores Transmontanos que tenho orgulho que continuem a teimar em falar da nossa Região.
Pedia-lhe o favor de fazer chegar à Delegação de Vila Real de O Mensageiro.
Ao ir lá buscá-lo, deixarei a importância do custo do seu livro.
E vai ser muito fácil.
Acredite no que lhe digo e depois verá porquê!
É que, por sua causa, eu vou falar de Carção!
Cumprimentos da Serra
josé vicente · escreveu em 23-02-2010 às 13:54:11
Parabéns.
Conheço bem essa realidade de T. Montes (Vinhais )
Felizmente que não se esqueceu dessas terras maravilhosas,ao contrário de muitos ilustres (?) que nada fazem pela terra onde nasceram.Continue porque só pode ter sucesso com essa atitude.
Viva Trás os Montes.
anonimo · escreveu em 23-02-2010 às 22:12:51
ALDEIA QUE VALE TUDO!!!
Cláudia Martins · escreveu em 24-02-2010 às 01:56:03
Realmente é no coração de onde nascemos que nasce a inspiração. Apesar de conhecer a Sara dos tempos que arriscou em Vila Real, desconhecia o talento. Porém .. é onde menos esperamos que sobressai o gosto e a "arte"... neste caso foi de Carção! Apesar de termos que ser aventureiros em sair e querer viajar para outros lugares, para mim já é uma grande aventura editar um livro aos 20 aninhos.. Não é para qualquer um! E pelos elogios demostrados parece-me que a receptividade foi muito boa! Temos de arriscar e inovar!
Força Sara, desejo-te tudo de bom.

Um beijo com carinho desta que por aqui deixas-te


Flávia · escreveu em 02-03-2010 às 01:11:52
ola..
olha passei agora por aqui só para te desejar tudo de bom..espero que consigas alcançar todos os teus objectivos..
beijo grande fica bem..:)
Aventura · escreveu em 05-03-2010 às 15:17:49
Sara gostei de ler o teu poema, pois tal como tu também gosto de escrever sobre a terra que me viu nascer. Conheço Carção e tal como tu dizes as terras transmontanas são terras abençoadas, castigadas mas, sobretudo abandonadas pelo poder central que podia fazer alguma coisa por elas mas que nada faz.
Continua não desarmes porq as transm. são feitas de fibra rija
Andreia Sofia Quina Custódio · escreveu em 10-03-2010 às 18:33:30

Sara,

É com muito orgulho que vejo o teu talento ser apreciado por tanta gente! Fazer esta reportagem foi gratificante para mim, não por seres tu, mas também por divulgar a nossa linda Terra Carção!

Uma rapariga na aldeia, cheia de forças para viver neste mundo tão pequeno, mas com tanto amor para dar!

Agradeço pela parte que me toca. Mas se há alguém que tens que agradecer é a ti, és uma pessoa para recordar!

Adoro os poemas que te levaram ao sucesso! Continua a escrever, nunca pares de escrever, não deixes o teu talento desaparecer!

"Assim vais lembrar-te sempre de nunca esquecer"

Andreia, prima e amiga!

Beijinhos grandes!
Teresa Ricardo · escreveu em 13-03-2010 às 22:39:08
Sara:
Parabéns pela sua coragem de enfrentar um meio tão isolado como Carção. Mas tranquilidade, saúde e generosidade humana é o que aí deve sobejar, felismente. Também tenho raízes dessa terra, que praticamente desconheço. A minha avó materna nasceu aí e quem sabe um dia indagarei sobre os meus descendentes.
Que seja aí muito feliz.

Teresa Ricardo, Esmoriz
conceicao · escreveu em 02-04-2010 às 18:41:03
Ola Sara. Fiquei muito contete quando li o que o que o que dizes sobre Carçao. Ainda bem que há pessoas como tu. Eu também sou de Carçao, mas vim para Lisboa e por aqui fiquei. Sou bastante mais velha doque tu . Mas já quando ia, aí de ferias eu e as outras mocas da altura ,andavamos sempre a fazer teatro na casa do povo. Na altura nao havia tantas condições como agora.Vai sempre em frente nao desistas.Como posso adquir o teu livro? Boa Pascoa São
sara ana macedo afonso · escreveu em 10-04-2010 às 22:27:06
boa noite senhora conceiçao.
muito obrigada pelo apoio.ja ha muito tempo que nao vem a carção?o meu livro pode adquiri lo aqui na aldeia ou entao atraves do site da editora.corpos editora do porto.procure!....muita obriagda mesm!
um abraço
Maria · escreveu em 23-06-2010 às 21:53:34
Boa tarde Sara
Depois de alguns anos foi a Carção este ano á festa da nossa Padroeira Senhora Das Graças.Este aqno estou a pensar ir também. Sendo assim copro ai. Mais uma vez obrigada. È preciso ter muita força para uma rapariga da tua idade ficar aí na aldeia. Forç2a e muita coragem. Um grande abraço.
23-6-2010
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