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Carreira Docente // Adão Silva votou por disciplina partidária Por: AP / Secção: Actual / 26-11-2009 Imprimir Enviar a um amigo

Projecto de Resolução do PSD recomenda fim da divisão da carreira docente e substituição de modelo de avaliação

Carreira Docente Adão Silva votou por disciplina partidária Projecto de Resolução do PSD recomenda fim da divisão da carreira docente e substituição de modelo de avaliação

O deputado Adão Silva, eleito pelo circulo de Bragança, considera que o modelo de avaliação de professores deveria ser suspenso, de imediato, como condição prévia para novas negociações. Apesar de ter votado favoravelmente Projecto de Resolução apresentado pelo grupo parlamentar do seu partido, que recomenda que, no âmbito do processo negocial em curso, no prazo de 30 dias, seja revogada a divisão da carreira docente nas categorias hierarquizadas de professore e professor titular e concretizado um novo regime de avaliação de docentes, o deputado explicou que esse voto foi favorável “por razões de disciplina partidária”. Adão Silva reconhece um aspecto positivo na proposta do PSD, ou seja a extinção da divisão da carreira entre as duas citadas categorias. No entanto, por razões de coerência política, o deputado considera também que a proposta deveria comportar a “suspensão imediata do modelo vigente, como condição prévia”, até porque esse foi o compromisso eleitoral do PSD, nas últimas legislativas. De modo a clarificar a situação, Adão Silva considera ainda que a manutenção do actual modelo, “vai inquinar o processo negocial entre o Governo e parceiros”, concorrendo “para a persistência de uma intranquilidade no meio escolar a que urge por termo”. O deputado também não acredita que, no prazo de 30 dias, o “o Governo consiga levar a cabo as negociações que se impõem. Adão Silva coloca ainda a questões sobre o que acontecerá se esse prazo não for cumprido. A declaração de voto do deputado social democrata vai de encontro a algumas posições da FENPROF que considera o projecto de resolução aprovado na Assembleia da República “importante”, mas “aquém do desejável e das expectativas dos professores”. Isto porque se trata apenas de uma recomendação e porque não comporta “a suspensão do segundo ciclo avaliativo de um modelo, cujo fim está anunciado para breve, mas ainda obriga as escolas a desenvolver tarefas que, em breve, se revelarão inúteis”. Por esse motivo, também a FENPROF defende a suspensão imediata da avaliação de professores.

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