Trás-os-Montes // Obras no IP4 exigem melhor sinalização Por: / Secção: Actual / 20-11-2009 · 3 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
Associação de Utilizadores alerta para aumento de mortes em 2009Incómodos, filas, más ou confusas sinalizações são o “prato forte” de quem nas últimas semanas tem de percorrer o Itinerário Principal 4 (IP4). Entre Amarante, Vila Real e Bragança, os trabalhos de requalificação ou alargamento de alguns troços multiplicam-se, mas nem sempre bem sinalizados. A Associação de Utilizadores do IP4 (AUIP4) aproveitou o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, dia 15, para alertar que, este ano, o número de acidentes e vítimas mortais aumentou na estrada que une Trás-os-Montes. Embora não se relacionem os trabalhos na via com os acidentes que têm ocorrido no IP4 como causa-efeito, o presidente da AUIP4, Luís Bastos, não tem dúvidas que “continua a haver algumas falhas e relaxe nas questões de segurança”. Depois dos contra-tempos registados com os limpa-neves já este ano, que prolongaram o encerramento de alguns troços e alguns retenções de veículos e passageiros, agora as supressões de vias e desvios de trânsito juntam-se no sinuoso traçado já habituado ao nevoeiro “cerrado” e aos ventos laterais fortes. O presente ano está a ser “preocupante” e os responsáveis pela Associação temem os próximos meses, “sempre mais perigosos em termos climatéricos e com a época natalícia a corresponder a um maior número de veículos em circulação”. Segundo os dados da AUIP4, em 2008, morreram neste traçado seis pessoas e, no presente ano, já se contabilizam oito mortes. “Ao contrário dos últimos anos, o número de acidentes e vítimas mortais tem vindo a aumentar, o que pode ser um barómetro preocupante”, analisa Luís Bastos. Os trabalhos que se desdobram entre Bragança e Amarante fazem parte do contrato de concessão das obras da Auto-estrada Transmontana. Não obstante da sua necessidade, certo é que os mesmos decorrem sem grandes avisos às populações que mais dependem desta ligação rodoviária e a sinalética verifica-se apenas nos troços em obras. “Há investimentos realizados, como os painéis de indicação variada, e não se compreende que não estejam ligados”, acusa o responsável pela Associação. Luís Bastos vai ainda mais longe e, “numa altura em que há obras que obrigam à supressão de vias, as indicações são mais do que necessárias e não serão nunca demais”. Os painéis luminosos podem comportar informação de forma dinâmica e deveriam estar em funcionamento, indicando “trabalhos na via” e a que distância pode o automobilista se deparar com os mesmos. Esta é a interpretação da AUIP4. O certo é que os mesmos estão desligados. O Mensageiro contactou a Estradas de Portugal, que colocou o equipamento, mas esta encaminhou a questão para a concessionária Auto-Estrada XXI, que, por sua vez, “empurrou” para a empresa CAET XXI, responsável pelos trabalhos. Apesar dos esforços, foi impossível receber qualquer esclarecimento. Perante este cenário, Luís Bastos admite que “o IP4 nos próximos tempos merece e precisa de uma atenção permanente e actuante por parte de todos”. Aos utilizadores, deixa o alerta de “maior cuidado”, mas lembra que “quem tem a responsabilidade de fazer a fiscalização do tráfego também deve fazer uma maior vigilância”.
Associação define futuro
Naquele que foi o terceiro domingo do mês de Novembro, estabelecido como Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, prestou-se novamente homenagem aos falecidos, na saída sul de Vila Real, no IP4. “É uma data de alerta para o problema da sinistralidade rodoviária, mas também uma forma de nos solidarizarmos com aqueles que perderam familiares ou amigos na estrada.” O acto simbólico de colocação de uma coroa de flores e o acender de uma vela foi pouco partilhado, mas Luís Bastos sente o facto com “naturalidade”. “São vítimas que nunca esquecemos, mas de quem a sociedade raramente se lembra.” Com um papel reconhecido por várias entidades, a Associação faz um balanço “positivo” dos seus nove anos de existência. Para o próximo dia 14 de Dezembro, está marcada uma assembleia geral e a actual direcção, que já terminou funções, procurará ser sucedida por novos elementos. “Está em hipótese esta direcção não repetir um novo mandato, mas vamos esperar pelo que decidem os associados. No entanto, este poderá mesmo ser o último acto público da Associação.” A AUIP4 lançou um livro onde é feito um levantamento de todas as iniciativas levadas a cabo e que pode ser consultado na internet (www.auip4.org) . “Este não é um baixar de braços, não é uma desistência, mas um sentimento de dever cumprido”, assegura Luís Bastos que, contudo, garante que uma decisão definitiva apenas será conhecida “depois da assembleia geral”.


3 Comentários
e repito como é possivel nesta altura do ano ( agreste : neve geada nevoeiro )haver obras só de aparato ? como é possível fazer socorro nestas condições? como é possivel ganhar o pão e manter o seu trabalho nestas condições?
será que se os ministros tivessem que fazer este trajecto todos os dias, a obra não estaria pronta?
como é possivel fecharem, atapulharem com separadores, betão em todo o ip4 de uma vez só!
Vai ser preciso morrer mais, sim porque sempre este traçado provocou mortes, mas com as condições climatéricas da época e todas aquelas armadilhas alguém vai precisar de ajuda e essa, não vai poder chegar.
Sra Clara, é claro, que como utilizador do IP4 diariamente não me agrada as obras que estão a realizar mas eu quando leio este tipo de comentários pergunto aos meus botões..."Que tipo de conhecimentos de engenharia é que terá esta senhora para falar de obras?será que ela sabe quais os tipos de trabalho que estão a ser realizados? Será que ela sabe a importância que os mesmos terão? E já agora será que ela tem registo de algum acidente durante a execução das obras?
Enfim, as obras também me enervam mas graças a Deus tenho discernimento para saber que por muito que custe, as obras são para o bem dos utentes...
Grd abraço
vejam se falam com educaçao quando perguntam qual o itenerario alternativo...