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Trás-os-Montes e Alto Douro // Meio milhar já trabalham no Baixo Sabor Por: Carla A. Gonçalves / Secção: Actual / 27-10-2009 · 5 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Carla A. Gonçalves Em 2013 toda esta zona de obra estará submersa pela barragem
António Mexia classifica empreendimentos hidroeléctricos como uma “oportunidade” para o desenvolvimento regional e diz que a EDP vai contribuir para que haja “mais-valias” da presença das barragens

As máquinas não param, dia e noite, para cumprir os prazos estabelecidos. Camiões atravessam, um sem número de vezes, as sinuosas estradas onde decorrem os trabalhos da barragem do Baixo Sabor. Actualmente encontram-se a trabalhar no local cerca de 600 pessoas que desenvolvem trabalhos de desvio do leito do rio. Ao mesmo tempo desenvolvem-se trabalhos para a construção de dois túneis que vão captar a água até à central onde serão instalados os equipamentos de produção de energia. Em Novembro o túnel de desvio deverá estar concluído e no próximo Verão o rio Sabor já não passará pelo seu leito natural. Nessa altura devem estar em construção os blocos de betão da barragem e o paredão, com 120 metros de altura. No pico de obra, em 2011, estima-se que estejam no local quase duas mil pessoas a trabalhar. No final das obras, ficará tudo submerso, numa imensidão de água que se vai estender até à ponte de Remondes, em Mogadouro. O investimento da EDP é de 120 milhões de euros ao qual se acrescentam ainda o reforço da potência da barragem de Picote, em Miranda do Douro, e da barragem de Bemposta, em Mogadouro, bem como a de Foz Tua, em Mirandela. No total são mais de 3500 postos de trabalho que vão ser criados na região, atingindo mais de 300 empresas. António Mexia, presidente da empresa, considera que esta fase de construções de empreendimentos hidroeléctricos só teve paralelo nos anos 50, constituindo assim uma “oportunidade única”. Por isso, Mexia quer com o seu grupo encontrar, nesta nova fase, uma forma de “compensar” as populações por períodos superiores aos da construção da barragem. Uma “nova visão” em que Mexia quer que a EDP deixe de ser “mecenas” para passar a “parceira”. “Somos a empresa que mais megawatts está a desenvolver em toda a Europa e queremos fazê-lo de forma integradora”, afirmou num evento, promovido pela EDP, em Torre de Moncorvo, ontem, e no qual participaram autarcas, empresários e muitos outros convidados. António Mexia quer “contribuir para que as pessoas tenham mais-valias das barragens”, mas a população local gostava era de ver baixar o preço da electricidade. O presidente da EDP recusa a ideia de haver diferenças tarifárias no país até porque defende “as mesmas condições para todos”, mas adianta que a empresa vai apostar na “pedagogia” e no reenquadramento tarifário bem como nas medidas de eficiência energética.
Ainda assim, segundo Mexia, toda esta vaga de construções de empreendimentos hidroeléctricos irá permitir, no futuro, “estabilizar os preços” já que haverá menos dependência externa. A EDP destacou ainda o investimento social que tem vindo a fazer na região, como seja através do programa “EDP Solidária Barragens”, um programa de apoio a projectos de solidariedade social promovido por instituições da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, na zona de influência das barragens de Bemposta, Picote e das futuras Baixo Sabor e Foz Tua, ou do “Energy Bus”, um autocarro expositivo que tem vindo a percorrer aqueles concelhos. No evento promovido pela EDP foram ainda assinados três protocolos diferentes com três instituições, um deles com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Escola de Música do Conservatório Nacional para a expansão do modelo de Orquestras Juvenis Geração às regiões da área de influência das novas barragens. A EDP está ainda a desenvolver os estudos para a alternativa de mobilidade à Linha do Tua que, com a construção da barragem de Foz Tua, ficará com 16 quilómetros submersos. A empresa está também a desenvolver estudos com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para avaliar o impacto da barragem no clima do vale do Tua e na agricultura. Futuramente deverá também ser criada uma Agência para o Desenvolvimento que tenha capacidade de criar dinâmicas e atrair investimento para a região.

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5 Comentários Feed

Fernando Ricardo · escreveu em 27-10-2009 às 17:22:13
com estes investimentos estou feliz, valei a pena resistir no nordeste transmontano.Camilo Mendonça esta a rezar por nós. A História dos grandes ,naturais desta região aos poucos está a vir ao cima.
habitante da Galaecia · escreveu em 27-10-2009 às 17:53:17
o "crime" continua...trás-os-montes tem os menores índices de todo o tipo de infrastruturas (auto-estradas etc) no entanto em barragens julgo que tem mais de metade do total do país. Porque será? Será porque as barragens têm aquela característica maravilhosa que é poderem ser construídas no fim do mundo e as vantagens (energia) poderem ser gozadas na elite de Lisboa? nao, não deve ser isso claro...
Branco · escreveu em 29-10-2009 às 10:46:58
Parabéns aos politiqueiros!!
A vossa arma é a santa ignorância deste povinho que tanto vos defendeu! Haja ignorância! Tal como há ignorância dos que defendem o politiqueiros desta santa terrinha. Vara deve agradecer... e outros como ele!
O tempo (nos vários ambitos da palavra) trará a razão a quem a tem!
sonia · escreveu em 02-07-2010 às 16:03:50
é um investimento muito bom para dar trabalho a muitas pessoas. muitas felicidades para todos os trabalhadores em especial para o meu namorado.
teresa santos · escreveu em 26-10-2010 às 23:02:09
Vivo na cidade e as férias passo na aldeia na natureza.Passei as melhores férias em família neste rio,foi neste rio k aprendi a nadar.
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