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Diocese de Bragança-Miranda // Convidados a cultivar a fidelidade a Cristo Por: Ana Preto / Secção: Igreja / 09-10-2009 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Ana Preto
Abertura do Ano Sacerdotal e Aniversário da Dedicação da Catedral

O oitavo aniversário da dedicação da Catedral de Bragança e abertura oficial do Ano Sacerdotal na Diocese foram assinalados em celebração litúrgica presidida pelo Bispo Diocesano, D. António Montes Moreira, no passado dia sete. No âmbito do Ano Sacerdotal, realizar-se-ão, a partir do próximo dia cinco de Novembro até Julho de 2010, nas primeiras quintas-feiras de cada mês, às 17h45, na igreja do Seminário, celebrações próprias, com canto de vésperas, sacramento de Reconciliação e Eucaristia. “Será um momento forte de oração e comunhão eclesial para as paróquias da cidade”, explicou D. António Montes Moreira. O Bispo diocesano, na homilia aos fiéis, lembrou o verdadeiro significado do aniversário da Catedral. “Celebrando a dedicação da Catedral não privilegiamos a materialidade do lugar. Celebramos a Catedral como lugar e expressão privilegiada de unidade e comunhão de todo o presbitério diocesano em torno do Bispo, da santificação do povo fiel e da glorificação de Deus nos actos de culto, sobretudo na Eucaristia. Também aqui a igreja de pedra está ao serviço de construção da igreja das pessoas, pedras vivas do templo de Deus.” O bispo diocesano havia começado por dizer que o aniversário da dedicação da catedral não assinala a inauguração de um templo que veio enriquecer significativamente o património edificado da cidade, porque esse não é o seu verdadeiro significado. D. António Montes Moreira disse que a Catedral é Igreja-Mãe da diocese e Citando João Paulo II, “o centro espiritual concreto de unidade e comunhão para o presbitério diocesano e para todo o Povo Santo de Deus”. A mensagem de que são as pessoas que verdadeiramente “edificam” o templo de Deus é a mensagem da leituras. “Na primeira o profeta Ezequiel evoca o poder regenerador da água que corria do templo de Jerusalém e descia até ao Mar Morto tornando salubres as suas águas”, numa visão simbólica em que o profeta “exilado em babilónia antevê uma era de prosperidade nacional e espiritual para o povo depois do regresso do exílio”; povo cujo culto, no templo restaurado, “será o fermento renovador do povo eleito”. Do mesmo modo, “O Evangelho apresenta uma leve passagem do diálogo de Jesus com a Samaritana. Jesus ultrapassa a materialidade dos lugares de culto. Os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade”. Na segunda leitura, o texto de S. Pedro exprime o sentido que D. António Montes exortou os presentes a verem na celebração: “vós mesmos, como pedras novas, entrai na construção deste tempo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1Pd 2,5)”. A celebração da dedicação da Catedral ganhou especial significado porque constituiu também a abertura oficial do Ano Sacerdotal na Diocese. Instituído pelo Santo Padre Bento XVI, decorre entre 19 de Junho de 2009 e onze de Junho de 2010. D. António Montes Moreira recordou o objectivos definidos pelo Santo Padre, explicou que o Ano Sacerdotal é um convite a todos os sacerdotes para aprofundarem a sua espiritualidade e fidelidade a Cristo e disse que os destinatários não são apenas os sacerdotes, mas toda a Igreja, “toda ela povo sacerdotal, como acaba de ser proclamado por S. Pedro, na segunda leitura”.

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1 Comentário Feed

Serafim Falcão · escreveu em 26-10-2009 às 23:46:24
Ano Sacerdotal

"D. António Montes Moreira recordou o objectivos definidos pelo Santo Padre, explicou que o Ano Sacerdotal é um convite a todos os sacerdotes para aprofundarem a sua espiritualidade e fidelidade a Cristo e disse que os destinatários não são apenas os sacerdotes, mas toda a Igreja, “toda ela povo sacerdotal..."
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Da leitura de alguns jornais diocesanos, surgem-me as seguintes sugestões: 1 - Das três áreas referidas numa Nota Pastoral, inverteria a ordem, pondo em primeiro lugar, a terceira – os jovens – interpelando não tanto estes, mas a família, as comunidades paroquiais – é destas que surgem as vocações; não as há porque não há cristãos e por isso "é pena que o povo não nos veja com a profundidade dos olhos de Deus". O tema ou lema do Ano Sacerdotal aplica-se também aos cristãos: "Fidelidade de Cristo, fidelidade” do Cristão, individualmente e, sobretudo, como família cristã, como Paróquia, como Igreja, como sacerdócio comum, que sente o problema do sacerdócio ministerial, disponibilizando ao Bispo os futuros Presbíteros.
2 – , "Para que este ano possa ser vivido por toda a comunidade diocesana" sugeria que dessas comissões – só de padres - façam parte, não só estes, mas também os diversos elementos que constituem essa comunidade: os leigos e os religiosos de ambos os sexos .
3 – Que se torne público, se ainda não se fez, o resultado do Plenário do Clero, levado a efeito na abertura do Ano Sacerdotal.
4 - Quanto aos que já são Presbíteros, devem frequentar acções de formação – actualização, fundamentadas na Palavra e no Concílio Vaticano II; acções de formação a nível da Catequese, da Pastoral, das homilias; congregar mais os seus fiéis, sobretudo os adultos - os reformados estão mais disponíveis, durante a semana. Os Padres têm que reflectir e mudar de rumo, quanto às homilias que fazem, concretamente, preparação, assuntos e temas, tendo em atenção os fiéis a quem falam e o tempo que levam. Os padres usam pouco a formação e a preparação intelectual que durante tantos anos tiveram. Praticamente limitam-se à homilia dominical. Celebram mais do que pregam, do que ensinam:"Ide, ensinai.."
Os padres que temos, regra geral, são fiéis e rezam, precisam de ser estimulados por colegas novos que venham substituir o lugar que por doença, velhice ou morte têm que deixar. Os padres novos e sobretudo NOVOS PADRES … encontram-se nas famílias e na Paróquias que são realmente cristãs…
Por seu lado, a Igreja Hierárquica tem que aproveitar este ano para repensar que Padres… mesmo a nível da mulher. Se as mulheres sobem aos altares, por que não o altar? Não deve estar à espera do "agora tem que ser"…; "não há outro remédio"…Que seria da Igreja se, por hipótese, elas deixassem a catequese, a dinamização litúrgica, a vitalidade dos organismos paroquiais e diocesanos, a limpeza e a ornamentação das igrejas e tantas outras actividades que, em maioria, só elas fazem…
A Prudência pode confundir-se com poder, receio, medo e até ser ausência de FÉ.
s.m.falcao@gmail.com

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