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Exposição // Gerthein de Visser expõe em Bragança Por: Carla A. Gonçalves / Secção: Cultura / 20-09-2009 Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Carla A. Gonçalves
“Terra de Ninguém” reúne algumas das obras do pintor holandês que vive em Vinhais

Gerthein de Visser nasceu em Amersfoort, na Holanda, estudou em Amesterdão, viveu na Alemanha e hoje está radicado na pequena aldeia de Landedo, no concelho de Vinhais. Com 45 anos, o pintor escolheu o Nordeste Transmontano como local para viver e trabalhar, depois de ter reunido todo um conjunto de experiências e vivências que o deixam bem posicionado dentro da cena artística. Especializado em Design de Moda, Ilustração e Pintura, enquanto estudante produziu cenários para teatro e desenhos para livros e revistas. Com 39 anos mudou-se para a capital alemã, Berlim, onde deu início à série de pintura “Produtos Masculinos”, retratando as formas humanas numa crítica ao comportamento consumista. Mais tarde fundaria o grupo de artistas “Amber”, do qual fazem parte Ellen Boswij, Illin Sen e Josine Goossens. O artista esteve ainda na Índia, durante oito meses, no ano de 1996, onde expôs na Academia de Belas Artes, em Calcutá. Influenciado pelo ambiente indiano começou a retratar de forma realista, sob um fundo cartográfico. Exemplo disso é a série “Terras sem Dono” (No Mans Landscape), onde usa as formas humanas para esboçar as cartografias das cidades. Esta série foi totalmente vendida em duas exposições realizadas na Alemanha e na Holanda. A partir de 1999, Gerthein centra o seu trabalho na repetição de formas, em modelos pré-determinados usados como base para símbolos contemporâneos e históricos, preces religiosas e outros textos do seu imaginário. Ao mesmo tempo, começa a trabalhar na produção de quadros tridimensionais. Depois de uma passagem, no ano 2000, pelo convento de S. Francisco, em Mértola, para a realização de um projecto paisagístico Zen de um jardim destinado à meditação, o artista volta-se, em 2002, para outras formas ornamentais. Inspirado em mapas e simbologias, compõe quadros que exigem um olhar atento e outros que possuem uma segunda imagem, pintada com tinta fluorescente e só reconhecível sob o efeito da luz negra. Depois de ter exposto em várias galerias alemãs e holandesas, Gerthein fixa-se em Dresden, em 2004, onde continua os seus trabalhos de pintura e onde participa, com outros artistas, em várias exposições colectivas. Em 2007, o pintor decide radicar-se no Nordeste Transmontano, estando agora os seus trabalhos em exposição no Centro Cultural de Bragança, até ao dia 28 de Outubro.

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