Nordeste Transmontano // Alunos no Instituto Gulbenkian de Ciência Por: / Secção: Actual / 11-06-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Vinte e quatro alunos das escolas secundárias do concelho de Bragança, Mogadouro, Vila Flor e Escola Secundária de Torre de Moncorvo (seis por concelho) vão ter o privilégio de acompanhar estudos científicos, durante duas semanas, no próximo ano lectivo, no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras. Esta oportunidade resulta de um protocolo, assinado no passado dia nove, entre o Instituto, as Câmaras Municipais de Bragança, Mogadouro e Vila Flor e Escola Secundária de Torre de Moncorvo. No âmbito do protocolo os municípios e escolas apoiam o transporte, seleccionam os melhores alunos e são responsáveis pela atribuição de uma bolsa por aluno. Em Oeiras, o IGC Compromete-se a recebê-los e a apresentar-lhes um programa que lhes possa ser útil em termos de formação científica. Entretanto, neste ano lectivo, houve já uma experiência semelhante, que resultou de um acordo da Câmara Municipal de Bragança e o IGC. Os primeiros seis alunos das três escolas secundárias de Bragança estiveram durante duas semanas no Instituto e revelaram que a experiência foi extremamente enriquecedora. “Fizeram de nós pequenos cientistas. Nota-se muita diferença entre as escolas secundárias e uma instituição tão grande, onde os desenvolvimentos científicos são mais avançados”, referiu João Santos, um dos alunos participantes. João pretende seguir medicina. Durante duas semanas se estágio pode tirar dúvidas e entrar em contacto com laboratórios de ciência que nunca antes tinha visto. Como Bragança foi o primeiro município a estabelecer com o IGC um acordo semelhante, o alargamento desta iniciativa a outros concelhos do país levará o nome da cidade. Segundo António Coutinho, presidente do Instituto, o objectivo é alargar o programa, gradualmente, a todo o país. Contudo “não deixaremos de lhe chamar o programa de Bragança, porque foi aqui que começou, graças à compreensão do município local”, disse. Além de alargar a área geográfica de abrangência do projecto, o Instituto pretende também alargar as áreas de conhecimento, envolvendo instituições ligadas não só à biologia e biomedicina (como é o caso do IGC) mas também outras instituições ligadas à matemática, química ou física. O objectivo é envolver um crescente número de jovens com a ciência. “Esperamos incubar cientistas e levar a ciência a todos os sítios. A ciência é importante na formação, na cultura moderna. Esperamos que os jovens que participam sejam estimulados e que mais cedo ou mais tarde voltem para a ciência”, sublinhou o responsável.

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