Página Inicial | Quarta-Feira, 8 de Fevereiro de 2012

Trás-os-Montes // Março foi mês de incêndios Por: Ana Preto / Secção: Actual / 08-04-2009 Imprimir Enviar a um amigo

Risco moderado para esta semana

Os distritos de Bragança e Vila Real estiveram alerta laranja (risco elevado), relativamente ao risco de incêndios florestais, durante grande parte do mês de Março. Esta semana o risco desceu, em algumas zonas mais próximas do Minho para alerta verde (risco reduzido) e alerta amarelo, para o zona do Marão e distrito de Bragança. No distrito de Bragança, durante o passado mês de Março, registaram-se 231 ocorrências. Destas, 192 foram incêndios florestais, nos quais arderam 286,89 hectares de povoamentos florestais e 1660,51 de mato. No total, a área ardida é de 1955,91 hectares. Dos incêndios registados, 105, resultaram em área ardida superior ou igual a um hectare, enquanto 87 se trataram de fogachos, com área inferior a um hectare. Em 14 casos não houve área ardida. No distrito de Vila Real registaram-se 680 ocorrências, durante o mês de Março. Destas 602 foram incêndios florestais que resultaram numa área ardida de 832,11 hectares de povoamentos florestais e 1777,51 hectares de mato. No total arderam 2609,62 hectares. Dos grandes incêndios registados, 329 tiveram área ardida maior ou igual a um hectare, enquanto 273 se trataram de fogachos, com área inferior a um hectare. Em três casos, não se registou área ardida. Os dados são disponibilizados, na Internet, pela Direcção Geral de Recursos Florestais, do Ministério da Agricultura e Pescas. Melo Gomes, responsável da Protecção Civil do distrito de Bragança, alerta para o facto de nos períodos de alerta laranja e vermelho, declarados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, ser proibido fazer queimadas, borralheiras, queimas de sobrantes, limpeza de terrenos ou outras actividades que impliquem o uso do fogo em zonas florestais, de matos, ou agrícolas. O uso de fogo nestes períodos é punido por lei. Em períodos verde e amarelo, pode-se atear fogos, mas apenas para queima de excedentes. Mesmo nesses casos, Melo Gomes considera que há riscos a ter em conta. “As pessoas devem queimar com muita cautela, tendo em atenção a velocidade e direcção do vento”, explicou. Independentemente das alturas do ano, a realização de queimadas carece sempre de autorização da autoridade municipal.

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