Bragança // A importância das bandas filarmónicas Por: / Secção: Cultura / 24-03-2009 · 11 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
Livro resultou de cinco anos de investigação“Crescer nas bandas filarmónicas, um estudo sobre a construção da identidade musical de jovens portugueses”, organizado por Graça Mota e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, resultou de um trabalho de investigação, realizado em parceria pelas escolas superiores de educação de Bragança e do Porto, cujo objectivo era determinar a importância das bandas na formação musical dos jovens. Isabel de Castro, Responsável pelo departamento de Educação Musical da Escola Superior de Educação de Bragança, directora do Conservatório de Música e uma das investigadoras envolvidas neste estudo, explicou que a investigação decorreu durante cinco anos e reuniu um conjunto de testemunhos de jovens que iniciaram a sua actividade musical em bandas filarmónicas e que depois fizeram cursos superiores nas escolas de Bragança e do Porto. “Tratou-se de perceber como era o crescer dessas pessoas, a importância das bandas antes e durante frequentarem um curso superior de música”. Para Isabel de Castro, este estudo permite “reposicionar as bandas como algo importante e não menor como se pensava”. São escolas que “fazem crescer as pessoas, em termos humanos, mas também em termos pedagógicos, em termos musicais”, sublinhou. A cerimónia de apresentação do livro, em Bragança, no passado dia 21, serviu também para fazer a apresentação do novo maestro da Banda Filarmónica de Bragança, Ricardo Chéu Líbano, que é professor da ESEA e do Conservatório. O livro será também apresentado no Porto, na Casa da Música, no próximo dia 28.

Estatísticas das notícias //

11 Comentários
Fui aluno da Banda do Patronato de Bragança.
Hoje sou maestro da Banda Ferreirense- F.Zêzere. No meu tempo de jovem não havia os Conservatórios nem escolas de música oficiais como há hoje. Desejo muitas felicidades ao novo Maestro da Banda de Bragança.
Sou professor de Educação Musical da Casa Pia de Lisboa e encontro-me presentemente a escrever um livro sobre a prática musical na Casa Pia, desde a sua fundação à actualidade.
Dado o âmbito em que se tem desenvolvido esta actividade e depois de ter tomado contacto com a realidade do vosso livro sobre "A importância das bandas filarmónicas", achei definitivo tomar contacto com ele e testemunhar muitos dos conceitos que aí devem constar sobre a eficácia das bandas enquanto veículo de aprendizagem musical para os jovens, através dos tempos.
Apreciarei, assim, que me digam como obter um exemplar da vossa edição, que, pelo que tive oportunidade de compreender, se revestirá do maior interesse para a realização da obra que tenho em mãos.
Aguardarei a V. resposta e/ou o V. contacto na minha caixa de correio, em pedrolucasster@gmail.com.
Agradeço-vos desde já a resposta que, sei-o, me devereis dar. Sou,
Atentamente,
Pedro Lucas
meu contacto mail é:
aquilino@netmadeira.com
agradecia o vosso contacto para poder efectuar a compra do vosso livro.
Muito obrigado
Sou professor de trompa e doutorando em educação musical pela Universidade Federal da Bahia. Meu objeto de pesquisa versa sobre a prática pedagógica dos mestres de filarmõnicas. Gostaria e tenho o maior interesse em adquirir o livro em questão. Me coloco também a disposição para troca de informações e artigos.
Atenciosamente,
Celso Benedito
Regente de Bandas Filarmónicas
Vivi infância e adolescência à era do "espírito" mais alto, quanto profundo, das Bandas de Música! Quer no seio das próprias Bandas de Músico, tal como o forte peso de sentido emocional que proporcionavam às populações em geral aquando das suas actuações!
Há que ter em conta, e referir que, nos tempos em que vivemos, esta geração de músicos não vive a alma da banda como noutros tempos!...
Naquele tempo as Bandas de Música eram autênticas "Escolas (digamos) "Superiores" de Educação, e de Cultura em geral!
Hoje não é a mesma coisa! Não há qualquer semelhança!
Esta é, aliás, uma das razões que me leva a crer que Portugal está desalmado!
Cá pelo que me toca; já me foram usurpados (pelos Serviços Culturais de uma Autarquia) cento e cinquenta livros de minha Autoria, (no valor de 150 Euros) só, presumo, porque não alinho com Gestão ruinosa do Chefe abrilino!...
Alguém, de bom senso, pode aprovar estas atitudes!? Onde estão; a ética, a moral, o respeito, a educação, a competência, etc...etc...!
OBS. na despedida, o regente disse; -estamos sem saber para onde caminhamos, e estamos sem destino! Só olhamos para o céu! - Concluindo; - Adeus e; até ao ano! -São, realmente, misteriosos os abrilinos!...
1º- Os serviços autarquicos de Chaves não propagandearam nem organizaram nenhum concerto nem sequer o concerto foi por ocasião de quaisqueres festas de abril. Se realmente lá esteve em pessoa deve ter tido algum momento de confusão para afirmar isso.
2º. - Os seus colegas do Conservatório de Vila Real eram 4 músicos que colaboram connosco desde a fundação da dita e reconhecida Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves.
3º. - O facto dos regentes das bandas terem tido sempre um trabalho de louvar na região fez com que a região, que diz estar desalmada, ter um défice em formação musical muito grande. Se não fosse essa cegueira talvez visse isso.
4º. Quanto à apreciação que fez sobre a qualidade e o trabalho da Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves, agradeço desde já a sua opinião, válida como todas as outras que temos recebido de músicos e público em geral. Críticas tão exigentes só nos incentivam a trabalhar cada vez mais.
5º. - Por último, não lhe admito (até porque só lhe conheço o nome de ouvir falar há muitos anos) que retire do contexto palavras minhas e que lhe acrescente desejos seus. A Academia de Artes de Chaves é uma Escola de Ensino Artístico reconhecida pelo Ministério da Educação e é uma instituição tida em grande estima e olha da com admiração não só pelo Ministério da Educação e sua Direcção Regional de Educação do Norte como pelas escolas suas congéneres do género. O trabalho desenvolvido pela Academia de Artes de Chaves tem sido acompanhado por todos agentes educativos, encarregados de educação e inclusivamente direcções das Bandas Filarmonicas da Região. Como tal, não lhe reconheço qualquer direito de por em causa um trabalho de excelência que está a ser desenvolvido.
6º. - A Academia de Artes de Chaves não é um departamento autárquico. Os seus problemas institucionais terão que ser resolvidos em sede própria.
Só para terminar, gostaria de o convidar a visitar a Academia de Artes de Chaves onde estarei inteiramente disponivel para o receber e lhe proporcionar todos os esclarecimentos que entenda precisar para ter uma noção mais correcta daquilo a que se prestou a fazer uma análise e comentário para ver se de uma vez por todas tiramos do meio musical (todo ele) essa mentalidade pequenina e essa verborreia de quem é incapaz de ver o todo em deterimento do individual.
Confesso que só me dei ao trabalho de lhe responder devido às suas considerações sobre as minhas palavras no Concerto de Aniversário porque sobre o resto do seu comentário apenas tenho a dizer que já sei há muitos anos como as coisas são.
Com os melhores cumprimentos e aguardando a sua visita
Luciano Pereira
Licenciado em Música (Flauta Transversal) pela Universidade de Aveiro
Director Pedagógico e Fundador da AAC