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Saúde // Falta investimento no Hospital de Chaves Por: Patrícia Posse / Secção: Actual / 16-01-2009 · 3 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Patrícia Posse
Bastonário da Ordem dos Médicos recusa projecto de cooperação transfronteiriça com Verín

“O Hospital de Chaves, nomeadamente o seu serviço de urgência, está numa situação muito difícil. Saíram 18 médicos, que pediram a reforma antecipada, há um conjunto de valências que estão a desaparecer e o serviço de urgência é absolutamente caótico”, afirmou o Bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, na visita da última semana ao distrito de Vila Real. Aquele hospital está integrado no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), sedeado em Vila Real, mas Pedro Nunes defendeu que essa integração “não funciona”. “Há um grande abandono por parte dos médicos dado o desinvestimento que houve. A integração no Centro Hospitalar acabou por se tornar um problema não resolvido, um problema que tem degradado o Hospital de Chaves.” Além de ter criticado a falta de investimento do Governo naquela unidade hospitalar, o Bastonário mostrou-se ainda preocupado com a possibilidade dos utentes flavienses serem encaminhados para o hospital de Verin, ao abrigo do projecto de cooperação transfronteiriça da Eurocidade. “Preocupa-nos que aconteça o que aconteceu há mais de um ano, em que o desinvestimento no Hospital de Elvas levou a que, neste momento, Portugal pague a Espanha o tratamento de doentes portugueses em Badajoz. Portugal tem obrigação para com todos os seus cidadãos e os portugueses que vivem em Chaves têm os mesmos direitos daqueles que vivem em Lisboa ou no Porto.” Pedro Nunes admitiu que não conhece o projecto da Eurocidade Chaves-Verin, porém sustenta que todos os projectos de cooperação transfronteiriça se têm revelado “altamente benéficos para Espanha e altamente prejudiciais para Portugal”. “Chaves tem uma excelente unidade, não se compara com aquilo que os espanhóis têm do outro lado da fronteira. Poderá não ser a potenciação das capacidades de ambas as cidades, mas, mais uma vez, a destruição das unidades nacionais para reforço e benefício do país vizinho”, frisou. Para fazer face à situação que se vive no Hospital de Chaves, o Bastonário sublinhou a necessidade de redefinir estrategicamente as funções daquela unidade, reforçar as suas valências e o seu quadro de pessoal, nomeadamente as suas equipas de urgência. Ao que o Mensageiro conseguiu apurar já há negociações entre o conselho de administração do CHTMAD e os médicos da direcção clínica de Chaves para encontrar soluções para os problemas das condições de trabalho e dos recursos humanos. Está previsto que, no início do próximo mês, haja uma decisão relativamente a este assunto. Refira-se ainda que, desde Agosto último, o director e chefes de equipa do serviço de urgências colocaram os seus lugares à disposição, por causa da falta de médicos ao nível dos clínicos gerais levar à sobrecarga dos médicos das outras especialidades. Ainda no dia 8, o Bastonário deslocou-se também aos centros de saúde de Chaves. Essas unidades foram consideradas como “bem estruturadas”. “São edifícios novos e a cobertura de médicos para os utentes é favorável, melhor até do que na periferia das cidades”, considerou. Pedro Nunes visitou ainda os centros de saúde de Valpaços e de Sabrosa e, à noite, esteve presente no debate sobre as carreiras médicas na Casa do Médico, em Vila Real. Na manhã seguinte, dia 9, visitou os centros de saúde nº1 e nº2 de Vila Real e o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.

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3 Comentários Feed

jose · escreveu em 16-01-2009 às 12:17:01
em tempo que não havia a exigencia e as necessidades de hoje tínhamos um hospital com o mínimo de condiçoes .
essa condições foram criadas , fez-se o investimento , agora (bota-se fora )!estamos a pagar profissionais para estar no estaleiro,
tomara muitas unidades hospitalares terem o equipamento que tem o hospital de chaves todo a funcionar a 100 % não havia faltar de certeza profissionais
António Alves · escreveu em 16-01-2009 às 17:47:23
Quem originou tudo isto, portanto, quem é o culpado
já está fora do poleiro a levar uma vida regalada, e com certeza que já nem se lembra dos milhares de pessoas que prejudicou.
Na política é assim, ninguém é responsável de nada e quem quizer que se desenrasque.
Joana · escreveu em 16-02-2009 às 13:53:58
O que nos vale ainda são os serviços de alguns privados com acordos de descontos para a ADSE como a clínica que fica por trás do hospital de chaves, a Fisioflavia, onde fui sempre bem atendida . Porque é que em vez de pagar a Espanha, não fazem mais acordos com os serviços de saúde privados de chaves?
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